Cinco famílias são retiradas de casa e mais de 15 estão ilhadas em rua de Bom Princípio - Cotidiano - Pioneiro

Cheia do Rio Caí18/10/2016 | 11h20Atualizada em 18/10/2016 | 14h15

Cinco famílias são retiradas de casa e mais de 15 estão ilhadas em rua de Bom Princípio

Defesa Civil afirma que a situação está controlada no município

Cinco famílias são retiradas de casa e mais de 15 estão ilhadas em rua de Bom Princípio Carolina Klóss / Agência RBS/Agência RBS
A Rua Paraíso, no bairro Bela Vista, foi uma das mais afetadas pela cheia em Bom Princípio Foto: Carolina Klóss / Agência RBS / Agência RBS

Cinco famílias precisaram sair de suas casas e buscar abrigo nas residências de parentes na manhã desta terça-feira devido à cheia do Rio Caí, em Bom Princípio. Desde a madrugada, os bombeiros voluntários da cidade trabalharam para auxiliar os moradores dos bairros Bela Vista e Bom Fim Baixo, os mais afetados pelas fortes chuvas que atingem a Serra desde o final de semana. A elevação do nível do rio também deixou mais de 15 famílias ilhadas no município.


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Uma delas é a de Pedro Nunes, 50 anos. Ele mora com a esposa Marlise, 48, e com os filhos Cristian, 18, e Victor, 13, na Rua Paraíso, no bairro Bela Vista. Nesta manhã, a família estava ilhada em casa. Nos fundos da residência, há um galinheiro. Segundo Nunes, três galinhas acabaram morrendo. Restaram oito.

— Isso sempre acontece quando chove muito forte. E o pior é que demora para essa água baixar. Se parar de chover agora, amanhã de manhã ainda vai ter água — disse.

Em outra casa, também na Rua Paraíso, Silvio Quintino, 25, precisou tirar toda a água que invadiu a residência com a ajuda de baldes. Ele conseguiu salvar os eletrodomésticos e buscou abrigo na casa do vizinho Antônio de Gasperi, 64. Quintino aproveitou a carona do filho de Gasperi, que tem um caiaque. A mãe dele, Rosa Quintino, 62, no entanto, não quis abandonar a casa.

— Ela ficou com medo de andar de caiaque e é teimosa, não quis deixar as coisas lá com medo de que a chuva ficasse ainda mais forte _ relata.

Nessa região, a água acumulada atingiu 1,10 metro de altura. Na frente da casa de Gasperi, a água ultrapassou 1,50 metro. Quem se arriscava a passar pela rua era impedido pelos bombeiros.

No bairro São Luiz, o produtor Lourenço Agnes, 42, lamentava o prejuízo sofrido na sua plantação de repolho, abóbora, pepino e beterraba. Ele calcula uma perda de mais de R$ 40 mil.

Plantação de pepino, repolho, abóbora e beterraba foi prejudicada pela forte chuva Foto: Carolina Klóss / Agência RBS

— Não esperávamos uma chuva com essa intensidade. Perdemos tudo. E não adianta nem parar de chover agora. Quando o sol vier, vai acontecer a "murchadeira" e tudo ficará podre. O pepino íamos colher em oito dias. Um trabalho de dois meses foi jogado fora — lamenta Agnes.

No final da manhã desta terça-feira, a Defesa Civil de Bom Princípio garantiu que a situação está controlada na cidade. Um levantamento apontou que não há mais casas em situação de risco e os Bombeiros Voluntários foram de barco até São Sebastião do Caí, onde a situação está mais complicada, para auxiliar os colegas.

— Choveu muito em pouco tempo, mas muitas famílias foram avisadas e tomaram precauções. O problema são os prejuízos — explica Paulo Portinho, coordenador da Defesa Civil.


 
 

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