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(Arte de Guilherme Ferrari com foto de Diogo Sallaberry, Agência RBS)

Cleodes estuda a história da Festa da Uva há 40 anos

Paula Valduga (textos) e Diogo Sallaberry (imagens)

O nome é Festa da Uva, mas para a professora e pesquisadora Cleodes Maria Piazza Julio Ribeiro, não é preciso existir um pé de videira em Caxias para que a Festa exista. A declaração é impactante, mas faz todo o sentido se você puder desenvolver o assunto com ela, que estuda a Festa da Uva há 40 anos. Cleodes tem a sua vida ligada à Festa por meio da pesquisa. Ela é uma estudiosa e uma das pessoas que mais entendem da história e da importância da Festa:

- A Festa da Uva é a celebração do nosso trabalho, dos nossos triunfos. Não se celebra só a uva. Nos Pavilhões, celebra-se a vitória dos imigrantes, o desenvolvimento da indústria, o desenvolvimento de Caxias. E cada povo que compõe essa Caxias da diversidade pode celebrar os seus triunfos. O que nunca se pode perder é a capacidade de celebrar. Enquanto houver essa vontade, haverá Festa da Uva.

Essas conclusões são formadas por anos e anos de estudo. Cleodes tem 74 anos. Nasceu em Nova Milano, distrito de Farroupilha onde chegaram os primeiros imigrantes. Quando criança, lembrava que meninas mais velhas que ela podiam viajar a Caxias para visitar a Festa da Uva. Ela ficava na vontade. Levou um tempo para que ela conhecesse os Pavilhões e passasse a ter uma relação com a Festa que se tornaria um dos principais motivos da sua vida. Tudo começou quando Cleodes decidiu se inteirar sobre a vida dos seus avós. Foi estudando, estudando e se tornou uma expert em Festa da Uva.

- Eu nunca mais fui a mesma!

Em sala de aula na Universidade de Caxias do Sul (UCS), da qual assinou a ata de fundação, ela tenta passar parte desse conhecimento. Acredita na importância de se preservar a história, fazer algo para que ela fique registrada. Também por isso, publicou a obra Festa & Identidade - Como se faz a Festa da Uva. Cleodes não priva dessa informação ninguém que a procurar. Dá entrevistas, ajuda na produção de documentários sobre a história da Festa, tira dúvidas. Está completamente envolvida, fazendo a sua parte para que Caxias continue sendo lembrada e reconhecida pela sua Festa.

A diversidade, abordada no tema desta edição, não se trata apenas de povos diferentes que chegaram e continuam a chegar em Caxias. Ela está também entre quem tem a vida totalmente envolvida com a Festa. Do colono que planta a uva até a nona que faz cuca. Do participante da Olimpíada Colonial até os assessores das soberanas. Do presidente da Festa até as pessoas que receberão turistas nos Pavilhões. Em meio a todas essas pessoas, que efetivamente fazem a Festa a acontecer, está quem documenta a história. Em meio aos livros da Biblioteca Pública Municipal Dr. Demetrio Niederauer e com quatro décadas de estudo no currículo, Cleodes atesta:

- A Festa é de todos. De quem nasceu aqui, de quem chega aqui e de quem viveu aqui, mas foi embora.

A série

A série 'Gente que faz' tem produção de Andressa Oestreich, Carolina Klóss e Guilherme Ferrari e marca a contagem regressiva de 30 dias para a Festa da Uva 2014.

Fale com a equipe: paula.valduga@pioneiro.com, diogo.sallaberry@pioneiro.com, andressa.oestreich@pioneiro.com, carolina.kloss@pioneiro.com, guilherme.ferrari@pioneiro.com

Trilha do vídeo: Primitiva, de Giovanni Melucci e Annabella Di Pasquale.

(Diogo Sallaberry / Agência RBS)
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