Morador de casa de repouso é a terceira vítima do coronavírus em Farroupilha - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Pandemia08/05/2020 | 15h42Atualizada em 08/05/2020 | 15h47

Morador de casa de repouso é a terceira vítima do coronavírus em Farroupilha

Idoso de 92 anos é a 92ª morte decorrente da covid-19 no Rio Grande do Sul

Carlos Saturnino Conte, 92 anos, é a terceira vítima de covid-19 em Farroupilha. O idoso morreu na manhã desta sexta-feira (8) no Hospital da Unimed em Caxias do Sul. O idoso era um dos moradores da Viveamore Casa de Repouso, que registrou um surto da doença no início do mês. Na ocasião, cinco idosos e seis funcionários foram diagnosticados com coronavírus. Uma mulher de 92 anos segue internada no Hospital São Carlos e o seu quadro é considerado estável. Os demais infectados estão bem e continuam em isolamento domiciliar.

Leia mais
Casa de repouso de Farroupilha tem 11 casos positivos para coronavírus
Farroupilha registra a segunda morte por complicações causadas pelo coronavírus

O falecimento foi confirmado pela prefeitura de Farroupilha durante à tarde. O idoso é a 92ª morte decorrente do coronavírus no Rio Grande do Sul. O caso ainda não aparece na contagem oficial da Secretária Estadual de Saúde (SES). 

No comunicado, o município também salienta que foram recebidos mais 2 mil testes rápidos e a atualização dos resultados será divulgada em boletim oficial no final da tarde.

Vítima era caminhoneiro aposentado e deixa quatro filhos

Carlos Saturnino Conte, 92 anos, era caminhoneiro aposentado. Natural de Nova Prata, ele era o último de 13 irmãos — o patriarca da família veio da Itália para o Brasil aos cinco anos. Carlos morava há um ano e dois meses na casa de repouso.

— Todo mundo acreditava que é o local mais seguro, mas infelizmente não tem lugar seguro. Se tiver que pegar, pode estar dentro de casa que pegará. Estamos sempre circulando e é muito difícil dizer que (o isolamento) é 100%. O que temos que fazer é tomar todos os cuidados, com equipamentos de proteção e a higienização das mãos — comenta o filho de Carlos, o oftamologista Roberto Conte.

Roberto conta que a última vez que conseguiu ver o pai faz mais de 30 dias. Após o teste positivo no início do mês, Carlos ficou em isolamento. Na quinta-feira passada, o quadro se agravou e foi internado no hospital caxiense.

— Ele só precisou de oxigenação com máscara. Estava melhorando e até falaram que iria ter alta ontem (quinta-feira), mas o pai acabou sofrendo um hematoma num dos membros inferiores, o que complicou o caso — relata o filho.

Carlos também tinha problemas de cardiopatia e diabetes, o que agrava o quadro contra a covid-19. Em razão do coronavírus, o velório de Carlos acontece apenas de forma virtual. Só familiares poderão assistir ao sepultamento e à distância. Carlos deixa esposa e quatro filhos.

— É um afastamento grande. São os tempos atuais, não tem muito o que fazer — lamenta Roberto.

Leia também
Em vídeo, médica da Serra desabafa sobre pessoas que menosprezam o coronavírus
Uso de máscara passa a ser obrigatório nas ruas de Gramado
Aapecan, em Caxias, lança campanha "Não nos abandone" para incentivar doações

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros