As bodas de prata de Amarolina e Osvaldo Lentz da Silva em 1958 - Cidades - Pioneiro

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Memória13/03/2020 | 07h00Atualizada em 13/03/2020 | 07h00

As bodas de prata de Amarolina e Osvaldo Lentz da Silva em 1958

Família morou na casa ao lado do pórtico da Vinícola Luiz Antunes, onde seu Osvaldo trabalhou boa parte da vida

As bodas de prata de Amarolina e Osvaldo Lentz da Silva em 1958 Studio Geremia / Acervo de família, divulgação/Acervo de família, divulgação
Seu Osvaldo e dona Amarolina com a família durante a celebração dos 25 anos de casados, em 1958 Foto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação / Acervo de família, divulgação

Durante boa parte do século 20,  a Vinícola Luiz Antunes mesclou-se ao cotidiano de centenas de funcionários, alguns deles fazendo do complexo fabril uma extensão do próprio lar.  Foi o caso do senhor Osvaldo Lentz da Silva, cuja antiga casa de madeira, ao lado do pórtico da Rua Luiz Antunes, é habitada pelos descendentes até hoje.

Toda essa história remete a meados de 1925, quando seu Osvaldo migrou de Torres para Caxias juntamente com a mãe, dona Maria Castorina Lentz. Três anos depois, em 1928, o jovem deu entrada na lendária Adega São Luiz, localizada na Rua Marechal Floriano. Após um breve período residindo na Rua Olavo Bilac, Osvaldo, a esposa Amarolina e parte dos filhos mudaram para uma das casas que a direção da empresa disponibilizava aos funcionários, junto ao complexo da vinícola, no bairro Panazzolo – era uma espécie de mini vila operária, onde residiram também as famílias Botelho, Merlotti e Rigotti Muller.

Vinícola Luiz Antunes em 1984

Originalmente localizada no meio da atual Rua Luiz Antunes, a casa foi deslocada para o atual terreno por volta de 1957, durante as obras de abertura e alargamento da via. Conforme a filha caçula, dona Noeci Lentz da Silva, 67 anos, a "mudança" ocorreu em meados de 1957, mas não de um dia para outro.

– Os funcionários da Antunes fizeram todo o transporte, utilizando macacos embaixo. Durou quase uma semana, com a gente morando dentro – recorda dona Noeci, que reside lá até hoje, em meio a várias lembranças de família. Uma delas é o certificado de finalista do Concurso Operário Padrão, conferido a seu Osvaldo pelo Sesi em 1977.

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Osvaldo e Amarolina com os filhos Walter, Waldomiro, Vivaldino, Hayde, Noemia, Nessi, Noeli, Noeci (com a boneca) e IolandaFoto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação

Casamento em 1933

Osvaldo Lentz da Silva e Amarolina Christovam da Rosa Silva casaram em 17 de junho de 1933, nascendo dessa união 10 filhos: Hayde, Waldomiro, Walter, Nessi, Noemia, Vivaldino, João (falecido pouco após o nascimento), Iolanda, Noeli e Noeci. Foi na casa ao lado do pórtico da vinícola que, em 1958, seu Osvaldo e dona Amarolina celebraram as bodas de prata. Toda a festa foi devidamente eternizada pelo Studio Geremia, conforme vemos nas duas imagens acima. 

Na foto que abre a coluna, o casal (sentado) junto aos filhos e familiares. Em pé, a partir da esquerda, estão Vivaldino, Noemia e Anúncio Michelin (que se casaram em 1963); o casal Alice e Waldomiro Lentz da Silva, com o bebê Oswaldo José (Oswaldinho); Demétrio e Zilda Lain (no fundo, ao centro); dona Maria e seu Pompílio (irmão de dona Amarolina), Walter, Nessi, e o casal Ayde e Amandio Fiedler, com o bebê Amandio Juarez Fiedler. À frente, de vestido xadrez, as irmãs Iolanda, Noeci (com a boneca) e Noeli.

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As irmãs Noeci, Noeli e Iolanda no dia das bodas de prata dos pais, em 1958Foto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação
Dona Noeci Lentz da Silva, filha caçula de Osvaldo e Amarolina, mora na antiga casa da família, junto ao pórtico Foto: Rodrigo Lopes / Especial

Atuação na vinícola

Atuante na Vinícola Luiz Antunes até pouco antes de falecer, aos 86 anos, seu Osvaldo Lentz da Silva era figura cativa na fábrica e arredores, mesmo após o fechamento da empresa, em meados da década de 1980. 

Dia, noite, fim de semana, seu cotidiano era pautado por atividades como o recebimento da uva, o contato com os agricultores, a supervisão e todo tipo de manutenção nos pavilhões e pipas, incluindo até o abastecimento da família Antunes com tudo o que era cultivado no terreno de casa.

Sim, o “lote” era uma profusão de árvores frutíferas, legumes e verduras – caqui, ameixa, laranja, limão, figo, pêssego, pêra, uva, milho, beterraba, cenoura, alface e uma infinidade de outras iguarias. E a reciprocidade era constante. Conforme a filha Noeci, em datas comemorativas como Dia da Criança, Páscoa e Natal, o diretor Armando Antunes passava pelo portão de ferro do pórtico e presenteava a família com caixas de chocolates e diversos outros mimos.        

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Seu Osvaldo e dona Amarolina em meados dos anos 1950Foto: Acervo de família / divulgação

Falecimento em 1997

Nascido em 11 de janeiro de 1911, seu Osvaldo Lentz da Silva faleceu  em 31 de outubro de 1997, aos 86 anos. Dona Amarolina, nascida em 15 de junho de 1912, morreu em 19 de setembro de 2005, aos 93. Além de dona Noeci – que reside na antiga casa dos pais –, no terreno mora também a irmã Noeli, em uma casa erguida posteriormente, no local onde originalmente situava-se a horta da família. 

Seu Osvaldo e dona Amarolina (ao fundo) durante um almoço em família em meados dos anos 1950Foto: Acervo de família / divulgação
O casal durante um baileFoto: Acervo de família / divulgação

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