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Memória22/02/2020 | 07h00Atualizada em 27/02/2020 | 20h23

Rua Feijó Jr. e uma feira de hortifrutis em 1948

Venda de produtos agrícolas ocorria na esquina com a Rua Sinimbu

Rua Feijó Jr. e uma feira de hortifrutis em 1948 Aparício Postali / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Foto: Aparício Postali / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O cenário da foto acima mudou radicalmente de 1948 para cá. Mas foi ali, no pequeno trecho da Rua Feijó Júnior entre a Sinimbu e o final da Os Dezoito do Forte que, há 72 anos, teve início a chamada Feira Livre do bairro São Pelegrino. Proposta pelo então vereador Isidoro Moretto, a iniciativa tomou forma no final do primeiro ano de governo do prefeito Luciano Corsetti – a inauguração oficial deu-se em 24 de dezembro de 1948, na Rua Dr. Montaury., na calçada contígua à Casa Magnabosco.

Você é um morador "raiz" do bairro São Pelegrino? Teste seus conhecimentos   

Matéria do jornal "A Época" de 5 de setembro de 1948, três meses antes da estreia, já ventilava o formato a ser adotado e o regulamento pré-estabelecido.    

"Devem funcionar as feiras em barracas desmontáveis, devidamente cobertas e dotadas de bancas apropriadas à venda pública, de modo a oferecer uma realçada exposição dos produtos. Serão instaladas em três pontos distintos da cidade: uma na zona Guarani (bairro Lourdes), uma na zona Central e outra no bairro São Pelegrino."

É de uma das primeiras edições em São Pelegrino o registro acima, captado pelo dentista Aparício Postali a partir da varanda da antiga residência da família família, na esquina em frente à Adica Imóveis. 

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Barracas ocupavam o trecho da Feijó entre a Sinimbu e o final da Rua Os Dezoito do ForteFoto: Studio Geremia / Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Móveis e licores

A imagem que abre a matéria traz a lembrança de diversas casas, famílias e empresas instaladas naquele trecho. Em primeiro plano, à direita, vemos a horta junto ao terreno da antiga igreja de madeira, onde hoje situa-se o Edifício Francisco Oliva. 

Na sequência, o casarão do empresário Otarino Travi, recuado e dotado de um grande jardim frontal. Ao lado, as casas da família Crosa e da cabeleireira Júlia, vizinhas do prédio do Expresso Caxiense. Seguindo em direção à Estação, as moradias das famílias Ribeiro, Zandomeneghi, Turra, Viola e Dal Pont.  

A saber: junto às casas destas duas últimas funcionaram também três empresas eternizadas na memória da cidade: a Indústria de Licores e Destilados de Maurício Viola (onde hoje situa-se o edifício homônimo e a Galeria Arte Quadros), a Fábrica de Móveis Dal Pont e o lendário Pastifício Caxiense, de Martino Dal Pont. Mas essas são histórias que abordaremos em breve...

Parceria

Agradecimento especial às leitoras Maria Beatriz Dal Pont e Suzana Postali Fantinel pelo auxílio na identificação das casas e respectivos comércios.

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Suzana Postali Fantinel mantém a página Vivendo São Pelegrino, no FacebookFoto: Diogo Sallaberry / Agência RBS, 22/11/2016

Vivendo São Pelegrino

Histórias curiosas, relatos de antigamente, minibiografias e fotos nostálgicas podem ser conferidas na página do facebook Vivendo São Pelegrino, mantida pela professora e moradora do bairro Suzana Postali Fantinel (foto acima). 

Filha do dentista Aparício Postali e de dona Guilhermina Andreazza, Suzana promove uma verdadeira viagem no tempo em cada postagem, mesclando suas vivências a fatos, lugares e pessoas que fizeram e fazem de São Pelegrino um dos bairros mais queridos e tradicionais de Caxias do Sul.  

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