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Memória10/02/2020 | 07h00Atualizada em 11/02/2020 | 19h02

Rádio Caxias no Edifício Sehbe em 1950

Charmoso prédio abrigou a emissora após a saída do Recreio Guarany e antes da transferência para o Edifício Estrela, em 1972

Rádio Caxias no Edifício Sehbe em 1950 Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
O Edifício Sehbe, com o logotipo da Rádio Caxias ZYF-3, e a antiga Fiambreria Rizzo, na esquina da Júlio com a Borges em 1950 Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Além da cobertura esportiva e de fatos do cotidiano, a Rádio Caxias foi responsável por trazer dezenas de artistas da era de ouro do rádio nacional à cidade a partir de 1946, quando foi inaugurada. Já na primeira sede, junto ao Recreio Guarany, na Av. Júlio de Castilhos, a emissora costumava abrir seus estúdios para cantores consagrados e iniciantes. Mas foi com a transferência da Caxias para o primeiro andar do antigo Edifício Sehbe (City Hotel), quase na esquina da Avenida Júlio com a Rua Borges de Medeiros (foto acima), em dezembro de 1949, que o novo auditório se consolidou.

Sob o comando do diretor Nestor Rizzo, um apaixonado por jazz e música popular brasileira, a rádio patrocinou a vinda de nomes do quilate de Angela Maria, Emilinha Borba, Agostinho dos Santos, Leny Eversong, o rei do bolero Gregorio Barrios, o conjunto vocal Os Namorados da Lua, a acordeonista Adelaide Chiozzo, os crooners Francisco Egídio e Bob Barlow e uma penca de outros artistas — além de visitar a emissora, os cantores costumavam emendar apresentações no Clube Juvenil, no Recreio da Juventude e nos cinemas Ópera e Real, que dispunham de palco. 

Abaixo, o diretor Nestor Rizzo confere o vozeirão de Francisco Egídio, famoso cantor de marchinhas carnavalescas e crooner de Nat King Cole e Lupicínio Rodrigues. Francisco Egídio passou pela Rádio Caxias e apresentou-se no Clube Juvenil em abril de 1962.

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m 1962: Nestor Rizzo confere o vozeirão do crooner Francisco EgídioFoto: Studio Geremia / Banco de Memória da Rádio Caxias, divulgação
Nestor Rizzo (ao microfone) durante a inauguração do auditório da Rádio Caxias em dezembro de 1949Foto: Ary Cavalcanti / Banco de Memória da Rádio Caxias, divulgação

A inauguração do auditório

Acima, a solenidade de inauguração das novas instalações da Rádio Caxias, em 8 de dezembro de 1949, no prédio do Edifício Sehbe. Da esquerda para a direita, vemos o bispo Dom José Barea, o padre Ernesto Brandalise, o empresário Júlio João Eberle, o padre Eugênio Giordani, o diretor Nestor Rizzo (ao microfone), o juiz Eduardo Caravantes, o promotor público Balduíno D'Arrigo, o jornalista e professor Nestor Gollo e os convidados Guilherme Do Valle Tönniges, Pery Paternoster e Paulo Salgado. 

O local é o Auditório Arnaldo Ballvé, nomeado em homenagem ao empresário, diretor e um dos fundadores da emissora, em 1946. Abaixo, as matérias dos semanários Pioneiro e A Época destacando a chegada da nova e moderna Rádio Caxias ao prédio da família Sehbe.

Foto: Agência RBS / reprodução
Foto: Agência RBS / reprodução

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Edifício Kalil Sehbe, na Av. Júlio, quase esquina com a Borges de Medeiros, onde funcionava a Rádio Caxias (de 1950 a 1972). Em 1957, a casa da esquina foi demolida e o prédio foi aumentado e modernizado, perdendo suas características originais art déco. Transformou-se no Alfred City Hotel, existente até hoje. Na foto, à esquerda, a antiga casa da Fiambreria Rizzo, atrelada ao Frigorífico Rizzo, de Nestor Rizzo.
O charmoso Edifício Sehbe, com o logotipo da Rádio Caxias ZYF-3, e a antiga Fiambreria Rizzo, na esquina da Júlio com a Rua Borges de Medeiros, em 1950Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Mudanças no prédio

As fotos acima e abaixo mostram a evolução do antigo Edifício Sehbe, para onde a emissora transferiu-se em dezembro de 1949. O charmoso prédio estilo art déco dos anos 1940, com o letreiro vertical "Rádio Caxias ZYF-3", ainda não havia avançado até a casa da esquina, onde localizava-se a Mercearia e Fiambreria Rizzo, atrelada ao Frigorífico Rizzo, conforme vê-se na placa.

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A reforma, cujo projeto data de 1957, eliminou a maior parte da arquitetura original, privilegiando as linhas retas e modernistas, conforme vemos nas imagens abaixo, de 1982, com o térreo já sediando a filial das Lojas Alfred e o acesso ao City Hotel agora pela Rua Borges de Medeiros — a Rádio Caxias migrou para o então recém-inaugurado Edifício Estrela em 1972. 

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Edifício Kalil Sehbe, na Av. Júlio, quase esquina com a Borges de Medeiros, onde funcionava a Rádio Caxias (de 1950 a 1972). Em 1957, a casa da esquina foi demolida e o prédio foi aumentado e modernizado, perdendo suas características originais art déco. Transformou-se no Alfred City Hotel, existente até hoje. Na foto, à esquerda, a antiga casa da Fiambreria Rizzo, atrelada ao Frigorífico Rizzo, de Nestor Rizzo.
Clássico art déco: o charmoso Edifício Sehbe, na Avenida Júlio, em 1950Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
O Edifício Sehbe já com o logotipo do City Hotel em 1958, durante a passagem do presidente italiano Giovanni Gronchi. Abrindo a porta, o radialista Nestor GolloFoto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Beatriz Gollo , divulgação
Alfred City Hotel, na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Borges de Medeiros, em 1982. Na esquina, antes da reforma do prédio, funcionou a Rádio Caxias, de 1950 a 1972.
Em 1982: o prédio do City Hotel, na esquina da Avenida Júlio com a Rua Borges de Medeiros, onde a Rádio Caxias funcionou até 1972Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Alfred City Hotel, na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Borges de Medeiros, em 1982. Na esquina, antes da reforma do prédio, funcionou a Rádio Caxias, de 1950 a 1972.
Em 1982: o prédio do City Hotel, na esquina da Avenida Júlio com a Rua Borges de Medeiros, onde a Rádio Caxias funcionou até 1972Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

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