Morador de Caxias do Sul morto ao fazer oferenda a Iemanjá, no mar de Torres, foi vítima de mal súbito - Cidades - Pioneiro

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Luto02/02/2020 | 15h21Atualizada em 02/02/2020 | 16h35

Morador de Caxias do Sul morto ao fazer oferenda a Iemanjá, no mar de Torres, foi vítima de mal súbito

Mário Sérgio Säge, 61 anos, deixa esposa e três filhas. Corpo será cremado na manhã de segunda-feira, em Caxias

Morador de Caxias do Sul morto ao fazer oferenda a Iemanjá, no mar de Torres, foi vítima de mal súbito Arquivo pessoal/Reprodução
Mário Sérgio Säge, representante comercial, era apaixonado por motos, livros e pela Umbanda Foto: Arquivo pessoal / Reprodução

A autópsia realizada no corpo de Mário Sérgio Säge, 61, morador de Caxias do Sul morto no sábado na praia da Guarita, em Torres, aponta que a morte foi provocada por um mal súbito, que o impediu de sair do mar. Não foi encontrada água no pulmão da vítima, o que descarta a hipótese de afogamento. A causa será apontada após o resultado dos exames, sendo as mais prováveis uma parada cardíaca ou AVC (acidente vascular cerebral). De acordo com a Esposa de Säge, Arlete Pangratz, 61, o homem tomava medicamentos contra pressão alta e sofria de apneia (interrupção da respiração durante o sono). 

Mário Sérgio, que era natural de Joinville-SC, deixa três filhas: Morgana, 34, Jordana, 30, e Bruna, 25. Ele atuava como representante comercial na área de produtos químicos, em Caxias. Na noite de sábado, assim como fazia nos últimos oito anos, desde que entrou para a Umbanda, foi até o mar entregar flores para Iemanjá, orixá celebrado no dia 2 de fevereiro. Sem conseguir sair das águas, seu corpo foi localizado pelos bombeiros por volta das 23h30min. O fato ocorreu na altura da guarita 12, num horário em que não há mais salva-vidas na praia.

— Ele era apaixonado pela religião e ia ao mar todos os anos prestar a sua homenagem. Além de frequentar os encontros, ele também atuava como um professor para os iniciantes, era algo que dava muito orgulho a ele — diz a esposa. 

Arlete acrescenta que o marido era um homem conhecido pela alegria e pelo bom humor, apaixonado por livros e motocicletas:

— Era muito extrovertido. Para ele não tinha tristeza, estava sempre brincando, contando uma piada. Viver para ele era tudo. Era apaixonado por leitura e por motocicletas. Tinha uma Harley Davidson, fazia parte do grupo Sétima Cavalaria e adorava sair pela estrada com o grupo. 

O corpo de Mário Sérgio será velado no Memorial São José, em Caxias do Sul, a partir das 22h deste domingo. A cremação será no Memorial Crematório São José, às 11 de segunda-feira.

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