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Memória11/02/2020 | 07h00Atualizada em 11/02/2020 | 20h16

Família de José Zugno no Calendário Antoniano de 1972

Imagem foi uma das que ilustraram a folhinha de 48 anos atrás. Exposição no Museu dos Capuchinhos resgata trajetória do engenheiro agrônomo

Família de José Zugno no Calendário Antoniano de 1972 Studio Geremia/Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação
José Zugno, a esposa Zélia e os filhos Ricardo, Zico, Tereza (ao fundo), Denise e Neco (no chão) na sala do apartamento em 1971 Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

O recente lançamento da biografia do naturalista José Zugno e a exposição temática em cartaz no Museu dos Capuchinhos são uma oportunidade para se conhecer a trajetória de um dos mais importantes engenheiros agrônomos do município. Titular da lendária coluna Vida Agrícola, publicada no Correio Riograndense por mais de 50 anos, Zugno e sua família se integraram de tal forma ao cotidiano da Gráfica e Editora São Miguel que estamparam uma das páginas do Calendário Antoniano de 1972.

A fotografia, captada por Ulysses Geremia na sala do apartamento da Rua Os Dezoito do Forte em 1971, traz José Zugno  (1924-2008) e a esposa Zélia acompanhados pelos cinco filhos: Denise e Neco (à frente, sentados no chão) e Ricardo (Tando), Zico e Teresa (ao fundo). Os sofás e a mesa? Os clássicos modelos em madeira esculpida e veludo produzidos pelos Móveis Knob, cuja fábrica e loja situavam-se na Avenida São Leopoldo.

A folhinha

O Calendário Antoniano é uma tradição desde 1928. Surgiu em Veranópolis, a partir de uma iniciativa da Associação Antoniana, que buscava manter a devoção a Santo Antônio e auxiliar na formação de novos freis – mediante o pagamento de uma taxa anual. Em 1954, passou a ser impresso em Caxias, no prédio da Gráfica, Tipografia e Editora São Miguel, na esquina das ruas General Sampaio e General Malet, no bairro Rio Branco. 

A edição de 1972 trazia, além da família Zugno, outros registros do Studio Geremia, destacando a colheita da uva na Granja União, em Flores da Cunha; a antiga sede campestre do Recreio da Juventude e, logicamente, a imagem de Santo Antônio no interior da Igreja Imaculada Conceição (abaixo).

Foto: Studio Geremia / Gráfica e Editora São Miguel, Reprodução
Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto, colheita da uva e vindima, na Granja União, em Flores da Cunha. Moça não identificada.
A vindima na lendária Granja União, em Flores da CunhaFoto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação
Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto, sede campestre do Recreio da Juventude.
As piscinas da sede campestre do Recreio da Juventude em 1971Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

Na redação do Correio Riograndense

Conforme Ricardo Zugno  (na foto que abre a matéria, lendo o gibi), o anuário era coordenado pelo frei Silvino Miorando. Autor do livro A Palmeira Humana, sobre a trajetória do pai, Ricardo lembra de um fato interessante:

– Na época do frei Silvino, a sala do atual Museu  dos Capuchinhos era a sala da Associação Antoniana, junto ou ao lado da redação do Correio Riograndense. Lembro que ia com o meu pai na redação, e o frei me dava balinhas e me emprestava a máquina de escrever Remington para eu fazer minhas "reportagens".

Detalhe: a mesma foto que estampou o mês de maio de 1972 foi transformada em um quadro e decora até hoje o apartamento dos Zugno.

– O calendário, na época, era muito esperado pelas famílias caxienses – completa Ricardo.

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Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto, a cascata Véu de Noiva, em Galópolis.
A Cascata Véu de Noiva, símbolo de Galópolis, no início dos anos 1970Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

As fotos

Segundo o frei Álvaro Morés, atual diretor da Associação Antoniana, as imagens do Calendário Antoniano costumam destacar aspectos da vida franciscana e do lema da Campanha da Fraternidade, flagrantes da natureza e paisagens da Serra Gaúcha, conforme vemos nas imagens acima e abaixo. 

As folhinhas podem ser adquiridas junto à paróquia e na Cantina dos Frades, ao lado da igreja dos Capuchinhos.

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Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto, paisagem da BR-116.
Paisagem junto à BR-116, próximo a GalópolisFoto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação
Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto BR-116, na Serra.
A natureza exuberante junto à BR-116Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

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Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto,granja de trigo em Vacaria.
Granja de trigo em Vacaria, pelas lentes do Frei EgídioFoto: Frei Egídio / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

Registros de Frei Egídio

Além de registros do Studio Geremia, a folhinha de 1972 trazia imagens bucólicas do interior de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, captadas pelo Frei Egídio. Na época, as edições tinham o apoio das Lojas Alfred, cujo slogan era "Elegância, Qualidade e Conforto". 

Calendário Antoniano de 1972, impresso pela Editora São Miguel. Fotos do Studio Geremia. Na foto, paisagem  dos campos de Vacaria.
Vacaria e os Campos de Cima da Serra no início dos anos 1970Foto: Frei Egídio / Acervo pessoal de Ricardo Zugno,divulgação

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