Adão Fagundes e o time de vôlei do Carnaval Aquático de 1951 - Cidades - Pioneiro

Versão mobile

 
 

Memória07/02/2020 | 07h00Atualizada em 11/02/2020 | 09h00

Adão Fagundes e o time de vôlei do Carnaval Aquático de 1951

Foto publicada na coluna de quinta-feira despertou as lembranças do médico e escritor Francisco Michielin 

Adão Fagundes e o time de vôlei do Carnaval Aquático de 1951 Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
As equipes de vôlei Copacabana (à frente) e Torres (em pé). Entre as jogadoras, Terezinha Manfro, Bila Vial, Lea Carmen Balen e as irmãs Gerda (em pé, ao centro, de maiô preto) e Irmgard Bornheim (à direita, em pé). À esquerda, o professor Adão Fagundes Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

As imagens do Carnaval Aquático do Balneário De Lazzer em 1951, publicadas na coluna desta quinta-feira, despertaram a lembrança de vários leitores. Em especial, a foto do time de vôlei formado, entre outras, por antigas professoras da Escola Normal Duque de Caxias. Além de Terezinha Manfro, compuseram o grupo as jovens Bila Vial, de Galópolis,  Lea Carmen Balen (segunda, à direita, em pé) e as irmãs Gerda (ao centro, em pé, de maiô preto) e Irmgard Bornheim (em pé, à direita). 

O técnico? Trata-se do professor de Educação Física Adão Fagundes, cuja trajetória é recordada abaixo graças à colaboração sempre bem-vinda do médico e escritor Francisco Michielin. Confira o texto:

O jovem e robusto cidadão que figura na foto com as moças do vôlei é o professor Adão Fagundes, o primeiro de todos os mestres de Educação Física graduado em faculdade e atuante na então Escola Normal Duque de Caxias — sucedida, no mesmo local, pela Presidente Vargas. Ele era uma pessoa muito querida e respeitada por seus alunos e de alto conceito na sociedade. Em função de seus conhecimentos e seu apaixonado ardor pelo Juventude, assumiu como treinador em 1956 e, dois anos depois, em 1958, tornou-se seu presidente.

Como treinador, ele conseguiu a proeza de vencer o Grêmio na última rodada do certame de 1956, quando os tricolores recuperaram o título depois de seis anos de jejum. O jogo ocorreu faltando dois dias para o Natal de 1956, e o resultado de 2x1 foi uma festa em Caxias do Sul. Um cartaz percorreu a cidade com os dizeres: "O Alfredo Jaconi não é lugar para comemorações dos outros".

Os gols do Juventude foram marcados por Mário Lopes e Artêmio, num time que formou com Osmar, Binha, Danga e Celso; Rona e Jerônimo; Mário Lopes, Lory, Artêmio, Orlando e Wolney Rivoire. Sob a sua direção técnica, essa mesma equipe bateu o Flamengo (Caxias) por 2x1, no dia 26 de agosto de 1956, quando Mário Lopes marcou o gol mais rápido de todos os clássicos de Caxias do Sul: exatamente aos 14 segundos. 

Em sua presidência, ele teve a clarividência de efetivar Pastelão como treinador definitivo, não apenas interino ou quebra-galho eventualmente. E o eficiente técnico conseguiu um feito inédito: no primeiro confronto com um clube carioca, o Juventude foi visitado pelo poderoso América daqueles tempos, com cinco jogadores integrantes das últimas seleções brasileiras - um deles, o ponteiro-direito Canário iria se transferir para o Real Madrid e jogar ao lado de Di Stefano e Puskas, duas lendas do futebol mundial. O Juventude triunfou por 2x1 — gols de Lory e Jurandir —, formando com Paulinho; Nilson, Pertival e Celso; Abelardo e Hermógenes; Telmo, Wolney Rivoire, Lory Tonietto, Artêmio e Jurandir.

O professor Adão Fagundes ao se aposentar do magistério, mudou-se para Porto Alegre, sua cidade natal.

Leia mais:
A trajetória de Alfredo Jaconi no Esporte Clube Juventude
Morte de Alfredo Jaconi enluta Caxias do Sul em 1952
Francisco Michielin e as equipes de 1948, 1952 e 1954
Uma olimpíada agita Caxias do Sul em 1952
Vídeo: Oscar Boz e o filme original das Olimpíadas Caxienses de 1952  
Charles Lamb nas Olimpíadas Caxienses de 1952
Francisco Michielin: "E nós tivemos Olimpíada"  

Formatura das professoras primárias da Escola Normal Duque de Caxias em 1957, no Cine Ópera. Na foto, Celeste Silva, Noely Dal Monte, Aurora Dolores Bergamaschi, Maria Helena Muratore, Maria Helena Zamboni, Maria Berenice Zirbes, Neusa Flores, Magali Furtado, Anna Valin Benfica,  Lourdes Ponzi, Maria Lelia de Castilhos e Marly Scarton. (atrás Diva Fagundes e Adão Fagundes)
Adão Fagundes, a esposa Diva e o grupo de formandas de 1957 da Escola Normal Duque de CaxiasFoto: Studio Geremia / acervo pessoal,divulgação

O paraninfo Adão Fagundes e as alunas de 1957

Na imagem acima, Adão Fagundes, professor de Educação Física e paraninfo da turma do magistério de 1957 da Escola Normal Duque de Caxias, aparece com a esposa Diva Fagundes e as jovens formandas. 

A turma era composta por Celeste Silva, Noely Dal Monte, Aurora Dolores Bergamaschi, Joanna Marchioro, Maria Helena Muratore, Maria Helena Zamboni, Maria Berenice Zirbes, Neusa Flores, a oradora Magali Furtado, Anna Valin Benfica, Lourdes Ponzi, Maria Lelia de Castilhos e Marly Scarton. 

A coluna sobre a formatura de 1957 foi publicada originalmente em 14 de outubro de 2015.

Com fotos e informações extras do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Leia mais:
Formatura das normalistas de 1964
Formandos do Científico do Carmo em 1964
Escola Normal Duque de Caxias: 50 e 60 anos depois
O jubileu de ouro das formandas de 1965 da Escola Normal
Formatura de contadores do Carmo em 1948
Formatura de datilografia do Ginásio São Carlos em 1945
Formatura do Magistério do Colégio São Carlos em 1965
Os 115 anos do Colégio São José 

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória   

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros