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Memória14/01/2020 | 07h00Atualizada em 14/01/2020 | 09h42

Família Salatino na história do Esporte Clube Juventude

Médico e escritor Francisco Michielin recorda do bicampeonato do Ju em 1950

Família Salatino na história do Esporte Clube Juventude Acervo de Francisco Michielin / divulgação/divulgação
Alfredo Jaconi (sentado ao centro), os irmãos Salatino (em pé) e um grupo de amigos juventudistas durante a festa da vitória Foto: Acervo de Francisco Michielin / divulgação / divulgação

Dando sequência às memórias do médico e escritor Francisco Michielin sobre o Esporte Clube Juventude, trazemos hoje um breve recorte da atuação da família Salatino junto à agremiação, a partir das três imagens desta página. Acima e abaixo, dois momentos da celebração do bicampeonato citadino, em 1950, lembrados por Michielin com riqueza de detalhes: 

"O título de bicampeão da cidade (1949 e 1950) acabara de ser conquistado. Motivo para muito júbilo e intensas comemorações. Os "papos" tinham recuperado a hegemonia do futebol de Caxias do Sul depois de dois anos de domínio do então Flamengo (SER Caxias). Em 1949, o Juventude superou invicto os três turnos, culminando com a que foi catalogada como "A Goleada do Século", ao vender o seu tradicional rival por 6x0. No ano seguinte, no último e decisivo jogo, só a vitória interessava para ser campeão. 

Desde os 20 minutos do primeiro tempo, numa época em que substituições não eram permitidas, os alviverdes privaram-se do concurso do zagueiro Rubem Bortagaray, o "Borta", com fratura no braço. Tendo que jogar com 10 homens até o final do clássico, faltavam escassos oito minutos para o encerramento, e o placar, construído no primeiro tempo por Lory Tonietto (Ju) e Zizinho (Fla), mantinha o seu 1x1. Até que o notável meia Margarida, avançando pela esquerda, executou um centro para a área e apareceu Ulysses Martel para cabecear espetacularmente. Dois a um para o Juventude, faixa no peito e troféu no armário. Por motivos óbvios, o gol de Martel fez com que esse "Fla-Flu" fosse chamado de "O Clássico do Martelaço". 

Na foto acima, Alfredo Jaconi está abaixado, ao centro. Em pé, à esquerda, Ary Soares, Regal e, mais centralmente, os dois irmãos Salatino, Antônio (presidente) e Reinaldo, o "Badanha". No canto à esquerda, o grande expoente Abrelino Guedes e, atrás dele, Adelar Nora.

Nos mesmos festejos, o patriarca Salvador Salatino (foto abaixo) é abraçado por um amigo, enquanto a taça corre de boca em boca para que seja saboreado o capitoso vinho de mais uma conquista esmeraldina…

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Salvador Salatino (sentado ao centro) durante a comemoração de 1950Foto: Studio Tomazoni Caxias / Acervo de Francisco Michielin, divulgação

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A Casa Salatino

A última das imagens do acervo de Francisco Michielin (abaixo) sobre os Salatino corresponde a um cartão-postal da Casa Salatino, embrião da famosa Malharia Salatino — antes de sua transferência, nos anos 1950, para o majestoso prédio da Rua Garibaldi, atual sede do Cartório Eleitoral. 

Você reconhece e sabe onde está localizado o casarão da foto abaixo? Ele segue firme na esquina da Avenida Júlio com a Rua Visconde de Pelotas até hoje – abrigando atualmente, no térreo, a Joalheria Beretta. Detalhe: o postal foi impresso na lendária Livraria Saldanha, localizada bem em frente.

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Anos 1920: o casarão da esquina da Av. Júlio com a Rua Visconde de Pelotas, atual sede da Joalheria BerettaFoto: Postal Livraria Saldanha / Acervo de Francisco Michielin, reprodução

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