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Memória27/01/2020 | 07h00Atualizada em 27/01/2020 | 07h00

Bairro Nossa Senhora de Lourdes nos anos 1950

Postal destaca a Praça Vestibular Abramo Eberle e traz ainda a chaminé da antiga Vinícola Michielon, o Orfanato Santa Terezinha e a igreja sem as torres

Bairro Nossa Senhora de Lourdes nos anos 1950 Studio Geremia / Acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação/Acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação
A Praça Vestibular Abramo Eberle e a chaminé da Vinícola Michielon (ainda inteira, à esquerda) em 1948 Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação / Acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação

Originalmente, a foto acima destacava as obras de paisagismo da Praça Vestibular Abramo Eberle em 1948, dois anos após a instalação do busto do empresário, em 1946. Passados mais de 70 anos, porém, o registro permite observar a enorme mudança no cenário urbano da Avenida Júlio de Castilhos e de parte do bairro Nossa Senhora de Lourdes. 

À esquerda, por exemplo,  vemos o prédio da vidraria e a chaminé da antiga Vinícola Michielon, hoje integrantes do complexo Fabbrica, já não mais em sua totalidade. Mais ao fundo, a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, ainda sem as torres, e, ao centro, parte do antigo Orfanato Santa Terezinha e do terreno onde se localiza o Colégio Madre Imilda. 

Detalhe: à época, a Sinimbu terminava na Rua Angelina Michielon. A abertura até a BR-116 deu-se com a desapropriação dos terrenos, a partir do final dos anos 1950. Já as enormes palmeiras imperiais existentes no entorno da praça (à direita da foto acima, ainda jovens) foram plantadas pelo então diretor de obras da prefeitura, José Ariodante Mattana, em 1935, quando o início da Júlio começou a ser nivelado com a nascente BR-116.

A Praça Vestibular, com o bairro Lourdes ao fundo, durante a inauguração do busto de Abramo Eberle, em 1946Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Manutenção

A Praça Vestibular Abramo Eberle – ou a pracinha em frente ao Monumento ao Imigrante, como é popularmente conhecida – é também um dos poucos recantos verdes, se não o único, daquele trecho. Embora iluminado e com constante fluxo de veículos, o lugar carece de bancos, bebedouros e outros equipamentos urbanos capazes de atrair o público para o lazer aos finais de semana. 

Sem falar na segurança, vide o recente furto da placa de bronze que acompanhava a herma de Abramo Eberle. A outra placa, alusiva à inauguração da BR-116 e próxima à calçada defronte ao Imigrante, já se foi há tempos. Lá, só restou a base de pedra...

Placas furtadas são sinais da insegurança do lugarFoto: Roni Rigon / Banco de dados, Agência RBS

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Morador Raiz

Você é um morador "raiz" de Lourdes? Envie fotos antigas e suas lembranças de locais, costumes e personagens do bairro para o e-mail rodrigolopes33@gmail.com. Elas serão publicadas na próxima semana, dando sequência às curiosidades e histórias já publicadas sobre os bairros São Pelegrino e Rio Branco.

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