Maquete do Edifício Paraíso em 1958 - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Memória27/12/2019 | 07h00Atualizada em 27/12/2019 | 19h25

Maquete do Edifício Paraíso em 1958

Projeto foi apresentado durante a Festa da Uva pela Incorporadora e Planificadora Caxiense Ltda 

Maquete do Edifício Paraíso em 1958 Jornal Pioneiro / reprodução/reprodução
O registro da visita de Jorge Sehbe (segundo à direita) ao estande da incorporadora para conferir a maquete Foto: Jornal Pioneiro / reprodução / reprodução

Ponto de referência do Centro de Caxias do Sul e um dos primeiros arranha-céus da cidade, o Edifício Paraíso começou a ser idealizado no final da década de 1950, época em que a cidade crescia vertiginosamente na vertical – à sombra de prédios "modernos" como o Condomínio Galeria Auto João Muratore (Caixa de Fósforo) e o Edifício Minghelli, junto a então Praça Rui Barbosa.  

Memórias na vertical: as curiosidades dos antigos prédios de Caxias do Sul 

Localizado a três quadras dali, na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Guia Lopes, o Paraíso teve sua maquete exposta em um estande na Festa da Uva de 1958. Foi quando a Incorporadora e Planificadora Caxiense Ltda recebeu a visita do doutor Jorge Sehbe, então presidente do Centro da Indústria Fabril, embrião da Câmara da Indústria e Comércio (CIC), juntamente com a antiga Associação Comercial de Caxias do Sul.

Rua Guia Lopes no Boletim Eberle em 1958

Sehbe deixou suas impressões registradas no "livro de ouro" do estande, conforme texto reproduzido pelo jornal Pioneiro na edição de 12 de abril de 1958. O título? "Edifício Paraíso, um empolgante bloco arquitetônico".

"Ao visitar o estande que mostra a maquete do Edifício Paraíso, a ser erguido em Caxias do Sul pela Incorporadora e Planificadora Caxiense Ltda, não posso furtar-me de registrar minhas impressões sobre tão oportuno empreendimento. Realmente, Caxias não pode parar, e muito contribuirá para a evolução de nossa cidade, bem como para a melhoria sempre crescente desta valiosa obra, que segundo me foi dado a observar, constituir-se-á num empolgante bloco arquitetônico, planejado com esmero e dentro dos requisitos mais aprimorados da construção moderna".

Centro antigo: a Avenida Júlio de Castilhos em 1968

A Avenida Júlio e o Edifício Paraíso (ao fundo, à esquerda) em 1968Foto: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Bar, confeitaria e restaurante

Algumas ideias do projeto original de 1958 acabaram não se concretizando, mas foram elencadas por Jorge Sehbe em suas impressões: 

"Uma afirmação de conforto aos futuros inquilinos, assim como uma atração turística, serão assegurados pelo bar, confeitaria e restaurante no último pavimento do majestoso prédio. A presença do meu conceituado e particular amigo Comendador Diniz Kopke Campos, diretorpresidente da incorporadora, auxiliado pelos demais diretores e com o apoio do seleto grupo de co-incorporadores, representa a segurança do sucesso do empreendimento. Meus sinceros cumprimentos e parabéns a todos estes Titãs, verdadeiros pioneiros de uma nova era do progresso do setor imobiliário de Caxias do Sul".

Leia mais:
Edifício Dona Ercília e uma esquina recheada de histórias
Um prédio "diferente" surge em 1976
Edifício Selenium, o irmão gêmeo do Antares
Brasdiesel, um marco de Caxias e do país
O Edifício Caixa de Fósforo e a clássica formiguinha 

Foto: Jornal Pioneiro / reprodução

A visita ao estande

Na reprodução acima, o registro da visita, publicado na edição do Pioneiro de 12 de abril de 1958. O texto original destacava:

"Aspecto fotográfico colhido por ocasião da visita do dr. Jorge Sehbe, presidente do Centro da Indústria Fabril de Caxias do Sul, ao estande do Edifício Paraíso na última Feira Agro-Industrial. Vemos, da direita para a esquerda, o comendador Diniz Kopke Campos, diretor presidente da Incorporadora e Planificadora Caxiense Ltda; o doutor Jorge Sehbe; o senhor Egídio Pozza, diretor comercial da incorporadora; o industrialista Orlando Plentz; o senhor Ito Ferrari; o senhor João Karam, do alto comércio de Curitiba; e o senhor Jorge Pericolo, diretor-executivo da incorporadora".  

A trajetória de Hugo Grazziotin, autor de alguns dos prédios mais famosos de Caxias do Sul 

Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução

Comércio e serviços no térreo

As salas do térreo e as sobrelojas abrigaram diversos comércios e serviços ao longo dos anos. Além da sede do partido Aliança Renovadora Nacional (Arena), nos anos 1970, o Paraíso teve entre seus locatários comerciais a agência de viagens Alitalia e a filial da Fiolândia Comércio de Fios, conforme os anúncios publicados no jornal Caxias Magazine em 1968 e 1970, respectivamente (acima e abaixo).

Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução

Leia mais:
Prédio do Banco do Brasil em 1958
Edifício São José Operário em 1965
Edifício Satélite a inauguração do Banco do Brasil em 1974  
Primórdios do Museu Municipal na década de 1950
Edifício Brazex iluminado para o Natal de 1954
Banco da Província do Rio Grande do Sul na Avenida Júlio
De volta ao prédio do Banrisul em 1947
Rua Dr. Montaury em 1959 

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória   

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros