Crônicas de Natal #4: "quantas lembranças cabem em um Fusca?" - Cidades - Pioneiro

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Especial05/12/2019 | 08h27Atualizada em 05/12/2019 | 08h27

Crônicas de Natal #4: "quantas lembranças cabem em um Fusca?"

Patrick Mezzomo revela como o veículo icônico tem feito a alegria da gurizada nessa época tão marcante

Crônicas de Natal #4: "quantas lembranças cabem em um Fusca?" Arte: Luan Zuchi/Arte: Luan Zuchi
Alegria compartilhada Foto: Arte: Luan Zuchi / Arte: Luan Zuchi
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Patrick Mezzomo é um dos convidados do Crônicas de Natal, projeto do Pioneiro que traz  histórias carregadas de sonhos. A série será publicada até o dia 25 de dezembro.

Confira:

O carro mais vendido no mundo certamente faz com que seus proprietários tenham antigas e boas lembranças. E se toda essa emoção guardada no porta-malas do carro viesse à tona e se transformasse em uma ação social? O Natal é tempo de partilha, de doação. É momento de resgatar a essência das atitudes. E, por isso, desde 2017 realizamos carreatas natalinas de Fuscas que passam nos bairros da nossa cidade distribuindo doces, balas e pirulitos.

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Tudo começou com o Fusca do Tiagão, meu cunhado. No primeiro ano era só a nossa família e um Fuscão branco ano 1979. Em 2018, quando fomos divulgar a ação com objetivo de arrecadarmos mais guloseimas para a criançada, tivemos a grata surpresa de diversos donos de outros besouros nos procurarem para se engajar.

 Essa ação envolve diversos proprietários dos carros e também muitos voluntários. Em 2019, na terceira edição do Fuscão Doce, dos 21 milhões modelos desse carrão, somente nove deles participam da campanha. Mas é o suficiente para que se consiga levar muitos sorrisos para as crianças e resgatar a história de adultos e idosos por onde passamos .

Ouça o áudio da carta: 

Mais do que presentear a comunidade com balas e doces, queremos que Caxias do Sul reacenda a solidariedade e o espírito comunitário. É preciso que voltemos a viver a cidade, e isso se faz indo para os bairros e para as ruas. Mesmo que precisemos empurrar os Fuscas e ajustar o motor deles diversas vezes durante a carreata. E não foram poucos os empurrões coletivos para seguirmos o caminho. Afinal, nosso Fusca mais antigo é de 1971.

Nunca esquecerei do dia em que entreguei um saquinho de doces para uma das crianças moradora dos bairros que visitamos e ela me disse: “tio, me dá um abraço?”. Ou de uma mãe que acompanhava da janela de sua casa o Papai Noel passando sentado no capô do Fusca e nos gritou: “meu falecido pai me levava passear em um igualzinho a esse”.

Esse é o espírito de Natal. Compartilhar. Mesmo quem não tem um Fusca na garagem, com certeza tem vontade de fazer e esperança por um mundo melhor. 

Afinal, quantas boas lembranças ainda cabem em nossos corações?
Patrick Josué Mezzomo, advogado.

 *Crônicas de Natal é um projeto assinado por Adriano Duarte, Andressa Paulino, Juliana Rech, Luan Zuchi e Manuela Balzan.

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