Santa Lúcia do Piaí: as famílias de Antonio e Germano Pasquale - Cidades - Pioneiro

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Memória15/11/2019 | 07h00Atualizada em 15/11/2019 | 07h00

Santa Lúcia do Piaí: as famílias de Antonio e Germano Pasquale

Imigrante italiano e filhos ajudaram a colonizar o distrito a partir do início do século 20

Santa Lúcia do Piaí: as famílias de Antonio e Germano Pasquale Acervo de família/divulgação
Antonio Pasquale e Maria Lisot (sentados ao centro) com os filhos, noras e o genro Foto: Acervo de família / divulgação

Dando sequência à história das famílias pioneiras do distrito de Santa Lúcia do Piaí, pesquisadas pelo historiador Éder Dall'Agnol dos Santos, compartilhamos hoje parte da trajetória dos Paquale – cuja grafia abrange também as versões Pasquali e Paschoali.  

Nascido em 1º de março de 1880 na comuna de Isola Vicentina, província de Vicenza, o imigrante italiano Antonio Pasquale chegou ao Brasil em 1892, aos 12 anos, juntamente com os pais, Valentino Pasquale e Angela Dal Maso – a irmã menor faleceu durante a travessia e, como era comum naquelas jornadas, foi jogada ao mar. 

Família Damin e as origens de Santa Lúcia do Piaí 

Por aqui, a família estabeleceu-se em São Giácomo, onde Antonio casou com Maria Lisot, em 1910. Conforme apurado por Éder, ainda naquela década, Antonio, a esposa e a prole migraram para Faria Lemos, atual distrito de Santa Lúcia do Piaí, sendo acolhidos pela família de Virgílio Ferrazza e Cecília Webber. 

Trabalho na agricultura

O patriarca tirava o sustento da família por meio do trabalho na agricultura,  assim como quase todas os colonos estabelecidos no vilarejo. Assim,  Antonio criou os oito filhos: Amélia, Paulino, Angelina, Tereza, Valentim (Vitório), Florêncio, Germano e Adelinda. 

Antonio Pasquale faleceu em 22 de março de 1951, aos 71 anos. Ele foi sepultado na Sexta-Feira Santa no cemitério da antiga Vila de Santa Lúcia, com a presença do pároco Arcangelo Sisk. Já a esposa, Maria Lisot Pasquale, faleceu oito anos depois, em 16 de agosto de 1959. O atestado de óbito foi firmado pelo doutor Eraldo Christ, e o sepultamento foi realizado, também, na necrópole do distrito.

Duas gerações

Na imagem que abre a matéria, o casal Antonio Pasquale e Maria Lisot (sentados ao centro) com os genros e noras em meados da década de 1940. Na fila do fundo, da esquerda para direita, estão os casais Santina Vidor e Florêncio Pasquale; Catharina Vidor e Germano Pasquale; e Libera Vidor e Paulino Pasquale. Na segunda fila, da esquerda para direita, vemos Amélia Pasquale; Josephina Deinani e Valentim Pasquale; Angelina Pasquale e Paulino Catusso e Adelinda Pasquale.

O casamento de Germano Pasquale e Catharina Vidor em 1946Foto: Acervo de família / divulgação

O filho Germano

Penúltimo filho do casal, Germano Pasquale nasceu em 7 de junho de 1924 e, aos 21 anos, uniu-se a Catharina Graciosa Vidor, filha de Anacleto Vidor e Joanna Mappelli. O casamento, em 25 de abril de 1946, na Igreja Matriz de Santa Lúcia do Piaí, foi celebrado pelo padre Pedro Faustino Picolli e teve como  testemunhas Valentim Pasquale e Angelo Antonio Vidor.

Os recém-casados continuaram morando na residência dos pais de Germano, uma casa centenária existente até hoje, mas pertencente a outra família da localidade. Foi lá que nasceram os nove filhos do casal: Lucídia, Roberto, Romeu, Elena, Loirena, Cleute, Joaneta, Renato e Maria Regina. 

Elena faleceu ainda bebê. Romeu foi vítima de um acidente de trânsito em 1975 e também veio a falecer, aos 23 anos. Sempre residiu com a família a irmã mais velha de Germano, a "tia Amélia", que faleceu aos 82 anos, em janeiro de 1992. 

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Parceria

Colaborador da coluna Memória, o historiador Éder Dall'Agnol dos Santos vem pesquisando a trajetória de diversas famílias que ajudaram a colonizar Santa Lúcia do Piaí. O trabalho deverá ser transformado em livro em breve. Moradores que tenham interesse em colaborar com fotos e dados podem entrar em contato pelo e-mail ederdallagnol89@gmail.com ou fone/whatsapp (54) 98449.9186.

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