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Memória09/11/2019 | 07h00Atualizada em 09/11/2019 | 07h00

A trajetória da família Fistarol em livro

Publicação está sendo organizada pelo pesquisador Franco Malgarizi Chies, a partir das lembranças coletadas junto a avó, dona Genny Angela Dalla Rosa Chies

A trajetória da família Fistarol em livro Foto Aldemor / Acervo de família, divulgação/Acervo de família, divulgação
O casal José Dalla Rosa e Elisa Fistarol Foto: Foto Aldemor / Acervo de família, divulgação / Acervo de família, divulgação

As origens de dois ramos da família Fistarol desde a Itália até a chegada no Brasil, o processo colonizatório e a descendência ao longo do século 20 em breve devem compor um livro. O trabalho vem sendo desenvolvido pelo pesquisador Franco Malgarizi Chies, a partir das lembranças coletadas junto a avó, dona Genny Angela Dalla Rosa Chies, 92 anos, o irmão dela, Luis Carlos Dalla Rosa, e seu filho, Rodrigo Dalla Rosa. 

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Conforme Chies, a trajetória da família em solo brasileiro teve início a partir do casal Giacito Fistarol e Maria Como. Ambos nasceram em Trichiana, comuna da província de Belluno, região do Vêneto, uma pequena cidade que hoje possui cerca de 4,5 mil habitantes e que, em finais do século 19, contava com cerca de 2,8 mil. 

A bordo do Vapor Pampa, o casal desceu no Porto do Rio de Janeiro aos 30 dias do mês de abril de 1880, juntamente com o filho Giacinto, então com 24 anos — falecido poucos anos depois. Os outros três filhos, Teresa, Francesco e Angelo, chegaram na sequência e estabeleceram-se nos lotes 160, 162 e 163 da Linha Jansen — à época pertencente à Colônia Dona Isabel, depois Bento Gonçalves e hoje Farroupilha.

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Os casamentos

A filha Teresa Fistarol casou-se com Giovanni Gasperin. Francesco Fistarol uniu-se em primeiras núpcias a Marina De Barba, e, após o falecimento prematuro desta, casou-se com Regina Bernardi. Já Angelo Fistarol contraiu matrimônio com Augusta Isotton, sendo que os dois faleceram muito cedo — a filha mais nova, Maria, tinha apenas um ano quando ficou órfã de pai e 13 quando da morte da mãe. 

Conforme apurado por Chies, com exceção de Francesca, que permaneceu em Linha Jansen, todos os filhos de Angelo e Augusta migraram para as novas colônias italianas que estavam se formando nos arredores da cidade de Iraí, no Alto Uruguai —  trabalhando, sobretudo, em uma serraria que estava sendo implementada na região. 

Ramificações 

Um dos descendentes de Angelo Fistarol, Attilio Jorys Fistarol, foi destacado Delegado de Polícia no Paraná. Há, ainda, uma segunda família Fistarol oriunda da Itália que se estabeleceu em Ascurra (Santa Catarina) e arredores, mas que não possui relação direta com os descendentes de Giacinto Fistarol e Maria Como. 

Conforme Franco Malgarizi Chies, autor do livro, atualmente restam dúvidas sobre a descendência e o destino de duas filhas de Francesco Fistarol e Regina Bernardi: Maria Marina Fistarol, nascida em 1900, e Tereza Fistarol, nascida em 1902 e casada com Ercole Antonio Bernardi em Linha Jansen.

Informações sobre elas e suas famílias podem ser repassadas ao autor pelo e-mail fmchies@gmail.com ou pelo fone/whatsapp (54) 98414.8739.

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Uma das famílias Fistarol à espera de identificaçãoFoto: Acervo de família / divulgação

Álbum póstumo 

O autor Franco Malgarizi Chies também disponibilizou algumas imagens que devem compor a publicação sobre a família Fistarol. Entre elas, a foto de seus bisavós, José Dalla Rosa e Elisa Fistarol — Elisa é filha de Francesco Fistarol e mãe de dona Genny, que está auxiliando na elaboração do livro.

Acima, um casal de descendentes com seus filhos. Conforme Franco, no verso consta apenas a inscrição "Fistarol", mas ninguém ainda sabe identificar quem são. Por fim, Clementina Fistarol (filha de Francesco), casada com Euzébio Piccoli.

Clementina Fistarol, filha de FrancescoFoto: Acervo de família / divulgação

Participe

Você possui fotos antigas de família ou está organizando algum encontro de descendentes? Envie as imagens, acompanhadas de um breve histórico, para o e-mail do alto da página.

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