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Protesto21/11/2019 | 09h47Atualizada em 21/11/2019 | 11h51

A favor dos professores, estudantes cobram posição de vereadores em Caxias do Sul

Alunos de três escolas estaduais lotaram o plenário caxiense

A favor dos professores, estudantes cobram posição de vereadores em Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Alunos de três escolas estaduais lotaram o plenário caxiense Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Estudantes de pelo menos três escolas estaduais lotaram o plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul na manhã desta quinta-feira (21). Com gritos como: "governador, fala a verdade, educação nunca foi prioridade", os alunos demostram apoio à paralisação dos professores. Um dos estudantes ocupou a tribuna para se manifestar e cobrar o posicionamento dos vereadores de Caxias do Sul. O grupo quer que os políticos se posicionem sobre o pacote do governador Eduardo Leite (PSDB).

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O presidente do Grêmio Estudantil do Cristóvão de Mendoza, Anderson Velho, afirma que não é a paralisação dos professores que prejudica os estudantes: 

— A greve não nos prejudica, mas sim a desvalorização dos professores. A incerteza que eles vivem no dia a dia, com salários atrasados, sem saber como será o plano de carreira e a aposentadoria, isso é ruim.

Na tribuna, Anderson afirmou que desvalorização dos professores e o parcelamento de salários tem causado doenças nos profissionais. Ele finalizou o pronunciamento falando que a educação está parcelada.  

— É o nosso conhecimento que está parcelado. É a escola pública estadual que está parcelada, porque sem condição de dar aula, o professor está se matando, esgotado. E nós, percebendo isso, vendo que isso também nos atinge— ressalta. 

Participaram do ato os alunos das escolas Assis Mariani, Cristóvão de Mendonça e José Generosi. 

A vice-presidente do 1º Núcleo do Cpers Sindicato Ana Paula Santos ressalta que o apoio dos Estudantes é importante para mostrar para a população o que está em jogo: 

—  O pacote não afeta apenas os professores, mas com certeza o magistério é uma das categorias mais prejudicadas. Nos últimos cinco anos passamos pelo sucateamento da educação e sem reposição salarial. Pelo menos quatro pontos do pacote são massacrantes porque acaba com a carreira do professor, congela salários, penaliza os aposentados e não ataca os grandes salários. Também nos preocupa o fato do número de professores diminuir a cada dia. 

Para o vice-presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) do Cristóvão de Mendonça Álvaro Ricardo Carvalho, também é preciso que a população apoie o movimento.

— O mínimo que nós esperamos dos vereadores é apoio ao magistério. Eles tem que parar essas medidas e lutar contra o pacote do Governo do Estado. O magistério vai acabar e aí como vai ser o ensino? Será à distância? —  questiona. 

Os gritos de ordem aumentaram para pressionar os vereadores a abordarem o assunto. Os alunos não queriam que os parlamentares seguissem com a pauta normal da sessão. A sessão foi suspensa por alguns minutos para que os vereadores conversassem com os alunos e explicassem como funciona a sessão ordinária e então retomassem a pauta. No decorrer, da sessão os vereadores abordaram o assunto. 

Veja um dos momentos da manifestação:

Vereadores aprovaram moção de contrariedade à reforma

Os vereadores caxienses se posicionaram no último dia 7 contra a reforma estrutural do governo do Estado. O texto de autoria da vereadora Denise Pessôa (PT) contou com a assinatura de mais nove parlamentares da Casa. De acordo argumentam que  a "categoria dos trabalhadores em educação já amarga um intenso processo de empobrecimento. São cinco anos sem qualquer reposição salarial, acumulando perdas inflacionárias superiores à do poder aquisitivo, desde novembro de 2014".

Ainda de acordo com a moção, como a quarta maior economia do Brasil, o Rio Grande do Sul também paga o segundo pior salário básico do país. A defasagem, em relação ao Piso Nacional do Magistério, chega a 102%. Além do congelamento, o documento lembra que os salários são quitados com atraso ou parcelamento há 47 meses.

O documento foi encaminhado no dia 08 deste mês ao presidente da Assembleia Legislativa do RS, Luis Augusto Lara, aos líderes estaduais de bancadas partidárias, à Presidência do CPERS Sindicato e ao governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB).

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