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Memória09/10/2019 | 11h36Atualizada em 09/10/2019 | 11h36

Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo em 1949

Grupo de alunos promove encontro nesta quinta (10) para celebrar os 70 anos da turma

Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo em 1949 Studio Geremia / Acervo pessoal, divulgação/Acervo pessoal, divulgação
Clássico dos clássicos: a turma do primeiro ano do Curso Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo, em 1949 Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal, divulgação / Acervo pessoal, divulgação

Passados 70 anos, a turma de alunos de 1949 do 1º ano do Curso Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo promove mais de um de seus encontros. Será nesta quinta (10), com parte do grupo da foto celebrando sete décadas de alfabetização e amizade.

Conforme informações repassadas por um dos "alunos", o médico Francisco Michielin (o quinto sentado a partir da direita), não é a primeira vez que o grupo se reúne. A nostalgia da infância começou ainda nos tempos do Científico, lá por volta de 1961. Só a partir do ano 2000, porém, iniciaram-se os encontros mais frequentes. 

A cidade e o Colégio do Carmo pelo olhar do Irmão Bonifácio

Difícil identificar todo mundo na fase dos seis aos oito anos, mas na foto ao lado estão, entre outros, Cláudio Giacomet, Nelson Magdalena, Norberto Fedrizzi, Luís Fochesato, Orestes Baldisserotto, João Carlos Silva, Roney Marcon, Antonio Bonalume, Raimundo Nora, Vitor Adami, Orestes Soares, Luiz Fernando Pezzi, João Minghelli, Romeu Michelin, Danilo Sachett, João Antonio Calcagnotto, Raul Michielon, Reni José Toni, Ernesto de Oliveira Chaves, Ely Conci, Regis Prestes, Sérgio Mensch, Milton Salvador, Sergio Boff, João Cruz e Ary Thomaz.

A foto destaca ainda nomes como Roque Costi, Sérgio Vilanova, Alvaro Luiz Scoti, Lourival Conci, João Sartori, Carlos Gazola, Victor Bufon, Olavo Padilha, Edgar Panosso, Raul Gregoletto, Antonio Luiz Belini, David Milan, Enocir da Luz, Antonio Mutti, Victor Adami, João Carlos Medeiros, Rubens Rasia, Vasco Miller, Adeli Michelin, Paulo Rizzon, Nilton Travi, Paulo Garbin, Laire Borges, Nei Travi, Milton Salvador, Antonio Piccoli, Nelci Baldasso, Luiz Berti, Rômulo Gobatto e Elói Corso.

Obrigatórios para as fotos escolares daquele tempo, o uniforme caqui, o clássico talabarte, a melhor roupa de cada um e, lógico, o professor-regente da turma, o irmão Lassalista Cerilo Kieling (à esquerda).  

Ah, sim: à época, meninos e meninas não dividiam classes. Eles estudavam no Carmo, elas, no São José.

Parte das informações desta página foi publicada em 30 de julho de 2014, por ocasião do aniversário de 65 anos da turma.

Lembranças

Abaixo, releia parte de uma crônica publicada por Francisco Michielin há 15 anos, relembrando aqueles tempos.

Aquele ano no Carmo

Nos primórdios dos nossos estudos, o que atualmente é o "Primeiro Grau" correspondia a mais romântica designação de "Primário". A iniciação se revestia de certa solenidade medieval. Os irmãos lassalistas pareciam monges dos antigos conventos. A sala de aulas era  quase em penumbra, acho que para poupar gastos de energia elétrica. E éramos disciplinados militarmente, em dois turnos, com exceção das tardes de quarta-feira, as benditas folgas. Sábado, aulas até quase o meio-dia. Os uniformes copiavam, exatamente, aqueles usados pelo exército, inclusive com distinção em estrelas, conforme os graus mais elevados do curso. Entretanto, a maioria de nossa turma usava, ainda, calças curtas e não passávamos de meros fedelhos perto dos que tinham, tão somente, um ou dois anos a mais. Uma das coisas mais interessantes, e que a evolução dos tempos transformou em agradável, foi a convivência de uma gurizada vinda de várias partes da cidade, sem que, sequer, se conhecesse. Afinal, todos muito crianças para estenderem relacionamentos além de sua área restrita de vizinhança. Vivíamos no limbo. Graças a essa singular integração ganhamos uma porção de novos companheiros que acabaram se tornando amigos para sempre. A partir de março de 1949 e pouco depois quando aprendemos a ler que "vovô viu a uva" nós jamais deixamos de nos querer bem. Certo, não somos mais aqueles medonhos moleques, mas continuamos por aí, relativamente inteiros e saudáveis. Sobretudo, vivos ou sobreviventes, fraternamente ligados como eternos irmãos.

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