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Memória05/10/2019 | 07h00Atualizada em 05/10/2019 | 07h00

Os 130 anos de fundação da firma de Amadeo Rossi

Metalúrgica e fábrica de munições surgiu em Caxias do Sul em 1889

Os 130 anos de fundação da firma de Amadeo Rossi Acervo da empresa / divulgação/divulgação
Anos 1930: a sede da metalúrgica e fábrica de munições de Amadeo Rossi, na esquina da Júlio com a Rua Andrade Neves Foto: Acervo da empresa / divulgação / divulgação

Instalada em Caxias do Sul no mesmo ano da Proclamação da República, em 1889, a Metalúrgica Amadeo Rossi, hoje Rossi Airguns Airsoft, completou na última semana 130 anos de história, um marco alcançado por poucas empresas brasileiras — algo ainda mais raro se levarmos em conta empreendimentos sob os cuidados da mesma família desde sua criação. Após diversas mudanças e adequações ao negócio e à sociedade ao longo de mais de um século, a empresa sediada em São Leopoldo é referência no mercado de esporte e lazer e a maior importadora de produtos de tiro esportivo do país. 

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Toda essa história teve início em 1881, quando o metalúrgico italiano Amadeo Rossi desembarcou no Brasil, estabelecendo-se no Rio Grande do Sul, destino de milhares de imigrantes oriundos da região do Vêneto. Oito anos depois, em 23 de setembro de 1889, pouco menos de dois meses antes de o país mudar de regime no Rio de Janeiro, Rossi fundava em Caxias uma empresa para produzir utensílios domésticos, artigos de montaria e instrumentos agrícolas, a Amadeo Rossi & Cia — localizada na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Andrade Neves, onde hoje situa-se o Edifício São Miguel. 

Sem prever o tamanho do empreendimento que acabariam por ter, em 1918, ainda durante a República Velha, Rossi e seus filhos mais velhos passaram a produzir espoletas para cartuchos de caça, decisão que mudaria completamente o destino da pequena fábrica. 

Com a mudança de segmento, a empresa continuou crescendo, até o ponto em que não houve mais condições de permanecer em Caxias. Assim, em 1937, durante a instauração do Estado Novo por Getúlio Vargas, a fábrica mudou-se para São Leopoldo, buscando melhores condições de logística e fornecimento de energia elétrica. 

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O interior da fábrica de Caxias do Sul em meados dos anos 1930Foto: Acervo da empresa / divulgação

Na Segunda Guerra 

Em 1943, em meio à Segunda Guerra Mundial, a Rossi foi declarada indústria de interesse nacional — assim como a Gazola e a Eberle —, passando a fabricar armas de fogo como espingardas, rifles, carabinas, revólveres e pistolas. Nesta nova atividade, a companhia começou a ser reconhecida pela linha de produção de armas e munição, entrando, também, no mercado exterior — em 1964, a indústria exportava para mais de 70 países, sendo o principal deles os Estados Unidos. 

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Mudanças 

Em 1994, a Amadeo Rossi recebeu o prêmio de Melhor Linha de Revólveres no Mercado Norte-Americano. Já em 2007, próximo ao seu 120º aniversário, a empresa se distanciou das armas de fogo para focar um novo tipo de operação, a fabricação de armas de ar comprimido, relacionadas ao esporte e lazer. De exportadora, a empresa passou a ser importadora, trazendo e distribuindo para todo o país produtos e acessórios para a prática do tiro esportivo. 

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Vista aérea da fábrica de Amadeo Rossi em São Leopoldo, para onde foi transferida em 1937Foto: Acervo da empresa / divulgação

Morte em 1956

Amadeo Rossi nasceu em 1864, na localidade de Pessan, região do Vêneto, na Itália, e faleceu em 1956, em São Leopoldo. Ele tinha 92 anos. Matéria publicada no Pioneiro da época destacava a cerimônia fúnebre e a família do empresário:

"O extinto era viúvo e deixou os seguintes filhos: senhora Marieta Rossi Francisconi, esposa do senhor Amilcar Francisconi; senhora Virgínia Germani, casada com o senhor Alfredo Germani, residentes em Porto Alegre; senhores Mário Rossi, Ricardo Rossi, Antonio Rossi, Eliseu Rossi, Modesto Rossi, Olívio Rossi e viúva Emília Pasqualetto".

Em Caxias do Sul, Amadeo Rossi nomeia uma rua no bairro Nossa Senhora de Fátima. Já em São Leopoldo, dá nome à rua, praça e escola.

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