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Memória29/10/2019 | 07h00Atualizada em 29/10/2019 | 18h48

A Malharia Salatino na década de 1950 

Empresa foi fundada em 1946 e eternizou o prédio localizado na Rua Garibaldi, atual sede do Cartório Eleitoral de Caxias do Sul

A Malharia Salatino na década de 1950  Studio Geremia/acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami
O novo prédio da malharia, no início dos anos 1950, na Rua Garibaldi Foto: Studio Geremia / acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

O local hoje é imediatamente associado à sede do Cartório Eleitoral de Caxias do Sul, mas, até meados da década de 1970, o majestoso prédio da Rua Garibaldi, entre a Bento Gonçalves e a Pinheiro Machado, concentrava a produção da lendária Malharia Salatino.

Fundada em 1946 pelo empresário Salvador Salatino, a fábrica produzia as mais variadas peças em lã (casacos, blusas, mantas, pulôveres, cardigans, gorros, coletes), além de maiôs e calções para banho. Funcionando inicialmente na esquina das ruas Pinheiro Machado e Dr. Montaury, – onde também situava-se a sede da Malharia Caxiense –, a empresa mudou-se para o moderno ponto erguido na Rua Garibaldi por volta de 1950. 

Foi quando a produção deu um salto, estampando diversas publicações e tendo a Festa Nacional da Uva como uma de suas principais vitrines.

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Funcionárias trabalhando nos teares em 1948, ainda na sede antigaFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
O fundador Salvador Salatino (ao fundo) e a equipe em 1956Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Foto: Reprodução / Agência RBS

A Metrópole do Vinho

Lançado às vésperas da Festa da Uva de 1958, o álbum Caxias do Sul - A Metrópole do Vinho, do jornalista Duminiense Paranhos Antunes, destacou o empreendimento. 

Naqueles tempos, a Salatino disputava a preferência dos consumidores com outros ícones do setor, como as malharias Jane, Nilza e Americana, as tecelagens Panceri, Marisa, Scavino Bertussi e Nossa Senhora de Pompéia, e os lanifícios Gianella e São Pedro, em Galópolis. 

“Composta de mais de 40 teares, entregues a competentes tecelãs, com um número superior a 150 empregados, a Malharia Salatino se recomenda não só como a principal casa de malhas em Caxias do Sul como também pela variedade e qualidade dos artigos de sua fabricação”.

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Salvador Salatino, Heitor Curra Filho, Clóvis Salatino e a Miss Brasil Therezinha Morango durante a Festa da Uva de 1958Foto: Mauro De Blanco / Acervo pessoal de Nóris Curra, divulgação

A malharia e as misses

Nas imagens desta página, alguns momentos da trajetória da empresa, com destaque para a visita da Miss Brasil 1957, Therezinha Morango, ao estande da malharia na Festa da Uva de 1958 (acima). Ela aparece junto aos diretores Salvador e Clóvis Salatino e ao arquiteto Heitor Curra Filho (ao centro). 

Três anos antes, em 1955, Martha Rocha, Miss Brasil 1954, também circulou pelas dependências da malharia, ciceroneada pelo empresário Carlos Caetano Pettinelli. A badalada visita estampou uma página inteira do Pioneiro em 28 de maio de 1955 (fotos abaixo).

Miss Brasil Martha Rocha confere a produção da malharia em 1955, acompanhada pelo engenheiro Carlos Caetano PettinelliFoto: José Dallabilia / Acervo família Pettinelli, divulgação
Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução

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A direção

Conforme a publicação Caxias do Sul - A Metrópole do Vinho, de 1957, a malharia  mantinha um corpo de representantes comerciais espalhado por todo o país. 

“Girando sob a razão social de Salatino & Cia e dirigida diretamente pelos irmãos Reinaldo e Clóvis Salatino, com a supervisão de seu fundador, senhor Salvador Salatino, pai daqueles e um experimentado conhecedor do ramo, a Malharia Salatino é um estabelecimento que honra o parque industrial caxiense”.

Abaixo, um anúncio de Boas Festas da Malharia Salatino veiculado no semanário Caxias Magazine, em 1968. Detalhe: apesar de estar identificada com o prédio da Rua Garibaldi, a fábrica tinha como endereço a Rua Pinheiro Machado, 2.105.

Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução

O fundador

Filho do imigrante italiano Antônio Salatino, natural da Calabria e chegado ao Brasil em 1892, Salvador Salatino também foi um dos fundadores, em 1936, da antiga Malharia Caxiense, localizada na esquina das ruas Dr. Montaury e Pinheiro Machado (foto abaixo).  

O anúncio, publicado no Álbum Comemorativo do 75º Aniversário da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul, de 1950, destaca ainda a figura do também sócio-fundador da Malharia Caxiense, Carlos Mutti.  

Foto: Reprodução / Agência RBS

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