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Serviço público11/09/2019 | 09h52Atualizada em 11/09/2019 | 13h09

Funcionários dos Correios entram em greve

Dentre os motivos estão a falta de reajuste e possibilidade de privatização. Em Caxias, funcionários estão mobilizados na manhã desta quarta

Funcionários dos Correios entram em greve Bruno Alencastro/Agencia RBS
Dentre os motivos estão a falta de reajuste e possibilidade de privatização Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

A greve nacional dos funcionários dos Correios afet​a os serviços em Caxias do Sul e região. Dezenas de carteiros estão mobilizados desde o início da manhã desta quarta-feira (11) em frente à unidade na Rua Wilson Drago Fantinel, no bairro Cidade Nova.  Dentre as demandas da paralisação está a falta de acordo entre os funcionários e os Correios. 

Segundo o Sindicato dos Correios e Telégrafos de Caxias do Sul (Sintect-RS), a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa durante as negociações do reajuste salarial, de 0,8%, é considerada insuficiente pela categoria.  O valor é menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A possibilidade de privatização dos Correios também é um dos motivos do movimento.  

Foto: Marcelo Passarela

Segundo o diretor da subsede do Sintect-RS, Ricardo Paim, todos os 36 sindicatos filiados à federação no país fazem parte do movimento. Em Caxias, de acordo com ele, a adesão corresponde a aproximadamente 90% do contingente de 120 carteiros no município. Com relação às demais cidades da região, de acordo com ele, a adesão ao movimento corresponde a um patamar de 60% dentre os 300 funcionários. 

— Estamos com uma adesão grande. Vai afetar a população pelos próximos dias, mas ressalto que estamos sendo prudentes em nossas ações.  É bom ressaltar que a greve ocorre principalmente porque a empresa não quis negociar e não fomos chamados para negociar os valores do reajuste, além de termos previsão de retirada de direitos, como o plano de saúde — salienta Paim.   

A greve segue por tempo indeterminado. Contatada pela reportagem, a direção estadual dos Correios afirmou que está realizando o levantamento das informações das agências afetadas, porém garante que as entregas de correspondências estão sendo mantidas.  

— Estamos elaborando um plano de contingência para dar conta da demanda de entregas. Mas deve haver algum atraso em funcão da paralisação — explica o gerente da agência situada na Rua Sinimbu, no bairro Lourdes, Ricardo Salamon. 

Confira a nota na íntegra enviada pelos Correios:  

“Os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa. No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população.” 

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