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Memória17/09/2019 | 07h00Atualizada em 17/09/2019 | 14h43

A história da Viação Férrea do Rio Grande do Sul em livro

Estação Ferroviária de Caxias do Sul mantém, na fachada do prédio, as iniciais da estatal que completaria 100 anos em 2020

A história da Viação Férrea do Rio Grande do Sul em livro Reno Mancuso / Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação/Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação
A Estação Férrea de Caxias do Sul em 1958, com a inscrição VFRGS no topo Foto: Reno Mancuso / Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação / Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

As iniciais VFRGS estão lá até hoje, na testada do prédio da antiga Estação Férrea de Caxias do Sul, no bairro São Pelegrino (foto acima). E devem ganhar ainda mais destaque em 2020, quando a antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul completaria 100 anos – sua extinção ocorreu  há seis décadas, em 1959, quando foi encampada pela Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA), surgida em 1957.

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Parte dessa história, em especial a dos funcionários, foi esmiuçada pela  pesquisadora e professora Marluza Harres em seu livro Ferroviários: Disciplinarização e Trabalho — a VFRGS, recentemente lançado pela Editora Oikos e onde a autora aprofunda diversas questões sobre o assunto. 

Da fundação da VFRGS, em 1920, até 1942, o Estado assumiu a condução da empresa. Neste período, o governo foi, ao mesmo tempo, o empregador e o responsável pela proteção social dos trabalhadores da companhia – o olhar minucioso da pesquisadora sobre as fontes históricas revela diversas particularidades, especialmente da vida dos servidores da VFRGS.

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Foto: Agência RBS / reprodução

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Desenvolvimento econômico

No início do século 20, o setor de transportes emergia como uma das dificuldades centrais para o desenvolvimento do RS, uma vez que seus problemas afetavam uma grande quantidade de negócios – em especial na Serra, com sua enorme demanda para o escoamento da produção vitivinícola.

Devido à sua importância para a economia estadual, as ferrovias se transformaram em elemento estratégico na prática política do governo republicano gaúcho, após sua estatização. Aos poucos, elas constituíram um sistema de transporte por excelência no Estado, complementado pelo  fluvial.  

Detalhe: já em 1920, as linhas férreas entregues ao governo estadual perfaziam 2.328 km de extensão e contavam com 166 estações para atendimento ao público. 

Abaixo, os fundos da Estação Férrea de Caxias em 1947, captados a partir da Rua Olavo Bilac. Vê-se, em primeiro plano, à esquerda, o prédio da antiga Oficina de Locomotivas, atual sede da Biblioteca Parque. Ao fundo, o prédio principal, a plataforma de embarque, a caixa d´água e parte do Moinho Germani, no entroncamento com a Rua Coronel Flores.

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A área dos fundos da Estação Férrea, captada a partir da Rua Olavo Bilac Foto: Reno Mancuso / Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

A Rua Dr. Augusto Pestana

Unificada pelo governo federal em 1905, a rede ferroviária estadual foi arrendada à empresa belga Conpagnie Auxiliare de Chemins de Fer au Brasil . A falta de investimentos e a gestão deficitária, porém, contribuíram para que tomasse forma um movimento a favor de sua estatização. Ela acabou ocorrendo em 1920, quando a União encampou a companhia belga e criou a Viação Férrea do Rio Grande do Sul. 

O grande mentor de todo esse processo?  O engenheiro e deputado federal Augusto Pestana (1868-1934) primeiro presidente da VFRGS – que, não por acaso, dá nome à rua da Estação Férrea em Caxias.

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