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Memória08/08/2019 | 07h00Atualizada em 08/08/2019 | 07h00

Secondino Bonatto e o moinho de Santa Lúcia do Piaí 

Empreendedor adquiriu o negócio em 1952, após migrar para o centro da vila

Secondino Bonatto e o moinho de Santa Lúcia do Piaí  Acervo de família / divulgação/divulgação
Cavaleiros promovem uma apresentação para a comitiva do arcebispo Dom Vicente Scherer, em visita ao distrito, na década de 1940 Foto: Acervo de família / divulgação / divulgação

Dando sequência à história da família Bonatto em Santa Lúcia do Piaí, abordamos hoje parte da trajetória do moinho do distrito. Conforme informações repassadas pelo pesquisador Éder Dall’Agnol dos Santos, em 15 de setembro de 1952, Secondino Bonatto mudou-se da antiga Colônia Vitalina para a então Vila de Santa Lúcia do Piaí, comprando o Moinho Santa Lúcia, que estava indo à falência. 

O moinho havia iniciado suas atividades cinco anos antes, em 1947, sob a denominação Peroni, Zini & Cia Ltda. À época, o negócio era composto por 18 proprietários,  entre eles Abel Peroni, João Zini, Guilherme Peroni, Charles Springer e João Vitório Cavalli.

Responsável pela produção das farinhas de trigo e milho Nevada – nome escolhido a pedido do padre Brandalise, o moinho possuía também um registro para comprar trigo estrangeiro da Argentina, já que a demanda dos colonos não era suficiente para abastecer os consumidores. 

Em 1967, 20 anos após o surgimento do negócio, Secondino ampliou o moinho, comprando da firma Primo Fabris Ltda, de Canoas, mais cilindros para a moagem. Já em fevereiro de 1970, o empresário trocou o nome para Secondino Bonatto e Cia Ltda, tendo como sócios seus dois genros, João e Antonio Vidor –  o espaço seria vendido tempos depois, em 1974, para a empresa Manica e Cavalli, do município de Espumoso.

Na imagem acima, a praça central e o moinho em meados da década de 1940, quando um grupo de cavaleiros promoveu uma apresentação para a comitiva do arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, em passagem pelo distrito. Abaixo, o moinho em seus primórdios. Por fim, Secondino (de branco, junto ao carro) e moradores da Vila de Santa Lúcia do Piaí em frente à sede, em meados dos anos 1950.

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O antigo moinho de Santa Lúcia do PiaíFoto: Acervo pessoal de Antonio Vidor / divulgação

Atuação comunitária

Secondino Bonatto teve atuação marcante na comunidade de Santa Lúcia. Entre outros trabalhos, auxiliou na reforma da igreja matriz e na construção do pavilhão, trazendo materiais de Caxias para a vila sem cobrar frete. 

Por sua colaboração como tesoureiro, foi presenteado pelos Padres Cônegos Lateranenses com um barbeador elétrico e um relógio de pulso automático, novidades da época. Na área do lazer, ajudou a fundar o Esporte Clube Botafogo, sendo duas vezes presidente. 

Detalhe: Secondino Bonatto também foi o segundo morador de Santa Lúcia a comprar um aparelho de TV.

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Secondino (de branco) e moradores da vila, nos anos 1950Foto: Acervo pessoal de Antonio Vidor / divulgação

Religião

Secondino era bastante católico e, para sua felicidade, em 14 de janeiro de 1989, o neto Agostinho Adriano Vidor foi ordenado sacerdote por Dom Paulo Moretto na Igreja Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Cruzeiro. 

Viúvo desde 24 de fevereiro de 1971, seu Secondino passou seus últimos anos em Caxias do Sul, vindo a falecer em 9 de janeiro de 1990, aos 84 anos.

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Parceria

Informações desta página são uma colaboração do historiador Éder Dall’Agnol dos Santos. Moradores do distrito de Santa Lúcia do Piaí que tenham interesse em colaborar com fotos e dados sobre suas famílias podem entrar em contato com Éder pelo e-mail ederdallagnol89@gmail.com ou fone/whatts (54) 98449.9186.

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