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Memória26/08/2019 | 07h00Atualizada em 26/08/2019 | 07h00

Lembranças da Sociedade Vinícola Riograndense Ltda

Chegada do novo espaço Pátio da Estação traz as memórias da empresa fundada há 90 anos, em 5 de junho de 1929

Lembranças da Sociedade Vinícola Riograndense Ltda Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
O prédio mais antigo da Vinícola Riograndense na área da linha férrea, demolido para o prolongamento da Rua Feijó Jr. À direita, a edificação que está sendo recuperada (a mesma da foto colorida abaixo) Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os trabalhos de recuperação dos antigos prédios da Sociedade Vinícola Riograndense junto à Rua Olavo Bilac e à linha férrea trazem à tona as lembranças da trajetória da empresa, fundada há 90 anos, em 5 de junho de 1929. E a chegada do centro de lazer e serviços Pátio da Estação, previsto para 2020, promete alavancar ainda mais a retomada de toda essa história.

Um breve garimpo no acervo fotográfico do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami traz alguns momentos emblemáticos do complexo fabril — e antecipa o diálogo entre passado e presente perceptível em cada metro quadrado do que vem sendo recuperado. 

Na imagem acima, em primeiro plano, o prédio da vinícola que acabou sendo suprimido para o prolongamento da Rua Feijó Jr., em direção à Olavo Bilac — era naquele trecho que situava-se o famoso beco, espécie de atalho usado por moradores, estudantes e trabalhadores dos bairros Rio Branco e São Pelegrino. 

Mais à direita da foto, o pavilhão construído posteriormente, hoje parcialmente em ruínas, de frente para a da Praça das Feiras. É este o que está sendo recuperado para abrigar a segunda etapa do Pátio da Estação, na área contígua à Feijó Jr. (leia mais abaixo).

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O antigo prédio da Sociedade Viníciola Riograndense, de frente para a Praça das FeirasFoto: Lucas Amorelli / Agência RBS

Granja União em 1958

Na imagem abaixo, um registro da passagem da Miss Brasil 1957, Teresinha Morango, pelos famosos vinhedos da Granja União, em Flores da Cunha, durante a Festa da Uva de 1958. 

O espaço havia surgido 25 anos antes, em 1932, época em que a Sociedade Vinícola Riograndense importou 130 variedades europeias visando à produção de vinhos finos — o resultado de toda essa ousadia e pioneirismo chegou ao mercado em 1935, com os vinhos rótulo Granja União atingindo ótima receptividade em todo país.

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Miss Brasil Terezinha Morango visitou a Granja União em 1958Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Novo espaço para 2020

O projeto do Pátio da Estação é dividido em duas fases, abrangendo também a recuperação dos prédios da antiga Cooperativa Vinícola Caxiense, mais próxima da Avenida Rio Branco. 

Em relação aos prédios da Riograndense, o trabalho visa à recuperação das fachadas remanescentes e do preenchimento do "miolo", com coberturas que pretendem ressaltar a iluminação natural. A área próxima à Rua Feijó Jr. contará também com um pátio maior para empreendimentos que busquem explorar atividades ao ar livre, principalmente da área gastronômica. 

O complexo inteiro deve ficar pronto até o final de 2020.

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A Sociedade Vinícola Riograndense vista a partir da Praça da Bandeira, por volta de 1940Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Na Rua Os Dezoito do Forte

Na imagem acima, a fachada da Sociedade Vinícola Riograndense (ao fundo, na Rua Os Dezoito do Forte) em meados dos anos 1940, após a conclusão dos trabalhos da Praça Dante Marcucci (da Bandeira). Abaixo, o complexo visto a partir do entroncamento da Rua Os Dezoito do Forte com o final da Rua Moreira César — atual acesso principal do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG).    

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