Galópolis e o Colégio Dona Manoela Chaves em 1934 - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Memória19/08/2019 | 07h00Atualizada em 19/08/2019 | 07h00

Galópolis e o Colégio Dona Manoela Chaves em 1934

Educandário fundado pelo Lanifício São Pedro visava atender às filhas dos funcionários

Galópolis e o Colégio Dona Manoela Chaves em 1934 Sisto Muner / Acervo de família, divulgação/Acervo de família, divulgação
As alunas e as freiras da Congregação Imaculado Coração de Maria defronte à escola em 1934 Foto: Sisto Muner / Acervo de família, divulgação / Acervo de família, divulgação

A inauguração oficial do Museu de Território de Galópolis contribui não apenas para que comunidade local conheça melhor os 15 pontos mapeados pelo projeto. O primeiro "museu a céu aberto" do Rio Grande do Sul impulsiona também as lembranças de locais que deixaram de compor o cenário do bairro. É o caso do antigo Colégio Dona Manoela Chaves, localizado ao lado da residência do imigrante Hércules Galló – atual sede do Instituto Hércules Galló –, às margens da BR-116. 

Instituto Hércules Galló e a família Schenk

A Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria foi fundada em 1849, no Rio de Janeiro. A chegada das religiosas ao Rio Grande do Sul ocorreu quatro anos depois, em 1853, primeiramente no município de Pelotas. Na Serra, a congregação iniciou seus trabalhos na então localidade de Monte Belo, em Bento Gonçalves,  no ano de 1898. Já em Galópolis, as freiras receberam o convite do então gerente do Lanifício São Pedro, João Laner Spinato, para lecionar no Colégio Dona Manoela Chaves – fundado em 1º de junho de 1934 para atender às filhas dos funcionários da fábrica.

Na imagem acima, de 1934, vê-se um grupo de meninas defronte à escola, destruída por um incêndio em 1937 – pouco tempo depois, o educandário passou a atender também meninos, já como Escola de 1º Grau Ismael Chaves Barcelos, no prédio antes ocupado pelos padres Josefinos.

A congregação permaneceu em Galópolis até 1973. Já o casarão surgido no mesmo terreno do incêndio sofreu diversas modificações em sua arquitetura, recebendo as mais variadas ocupações. Atualmente, está alugado como moradia.

Leia mais:
Teatro no Cine Operário de Galópolis em 1947
Para recordar do Cine Operário de Galópolis
Galópolis antiga: no escurinho do cinema
Galópolis e a Cascata Véu de Noiva em 1948  
Bênção da Igreja Matriz de Galópolis em 1947
Fiação e tecelagem: Galópolis e os 75 anos de um sindicato
Edwige Galló no novo prédio do Banrisul em 1952   

Sisto Muner (segundo sentado, a partir da esquerda) e os integrantes do lendário Grupo de Bolão Explosivo em 1945Foto: Sisto Muner / Acervo de família, divulgação

O fotógrafo Sisto Muner

O cenário do colégio é um dos milhares eternizados pelo fotógrafo Sisto Muner (1892-1974), atuante na comunidade de Galópolis entre as décadas de 1920 e 1960.  Na imagem acima, Muner (o segundo sentado a partir da esquerda) aparece junto ao  lendário Grupo de Bolão Explosivo em 1945, quando o time sagrou-se campeão de um torneio. 

Em pé, a partir da esquerda, vemos Hugo Marchioro, então presidente do Círculo Operário Ismael Chaves Barcellos, e os jogadores João Orlandi, Santo Oss, Alexandrino Vial, Augusto Adamatti e José Dal Prá. Sentados estão Miguel Bertelli, Sisto Muner, Albino Bordin e Eugênio Froner.  

Leia mais:
Capitel de São Roque: uma tradição de Galópolis
Casarão da família Stragliotto, um símbolo de Galópolis
Família Rigon e os povoadores da Colônia Caxias
A trajetória da professora Ida Matté
Terceira Légua de Caxias em 1939
Galópolis: uma formatura de corte e costura em 1953
Páscoa em Galópolis: os 50 anos da Operação Cruz
Galópolis: Grupo de Bolão Explosivo em 1945
Escolha da Madrinha do Grupo de Bolão Explosivo em 1959
Galópolis na Festa da Uva de 1954   

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória   

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros