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Memória12/08/2019 | 07h30Atualizada em 12/08/2019 | 07h30

Freis Capuchinhos e as sessões do Cineclube Poverello em 1963

Projeto levava exibições de filmes para comunidades pobres na década de 1960

Freis Capuchinhos e as sessões do Cineclube Poverello em 1963 Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação/divulgação
Registros da exibição dos filmes integravam álbuns organizados pelos freis e agora estão disponíveis para consulta no MusCap Foto: Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação / divulgação

O trabalho de restauração de 20 álbuns fotográficos do acervo do Museu dos Capuchinhos (MusCap), abordado pela coluna na segunda-feira passada, resgatou parte da história do antigo Cineclube Poverello (pobrezinho, em italiano) — termo associado a São Francisco de Assis e que suscita compaixão e caridade. O álbum em questão traz o registro de atividades realizadas pelos Freis Capuchinhos no ano de 1963, em comunidades carentes como a Santa Luzia e a Maria da Conceição, em Porto Alegre. 

Conforme a historiadora Susiele Alves Ramos, responsável pela gestão de acervos do MusCap, o cineclube tinha por objetivo levar a esses locais a cultura cinematográfica a partir da apresentação de filmes de todos os gêneros e classificações, além de promover debates com os grupos. 

Nas imagens desta página, alguns momentos daquelas projeções, que reuniam centenas de crianças, jovens e adultos em torno da sétima arte. 

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Filmes eram projetados para comunidades carentes de Porto AlegreFoto: Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação
Filmes eram projetados para comunidades carentes de Porto AlegreFoto: Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação
Os freis capuchinhos e os espectadores do Cineclube Poverello em 1963Foto: Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação

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Foto: Acervo Museu dos Capuchinhos / divulgação

Acervo recuperado 

A coleção do MusCap é composta por fotografias individuais e álbuns que contam a história não apenas da Província dos Capuchinhos do RS. Eles registram também o desenvolvimento das cidades pelas quais os frades passaram, desde 1899 até meados dos anos 1970. 

Entre março e junho, os profissionais envolvidos  realizaram a conservação, restauração, digitalização e catalogação de 20 álbuns, somando 1,8 mil fotografias. O trabalho foi viabilizado a partir de um projeto aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul— com apoio das Empresas Randon e das emissoras Tua Rádio São Francisco e Mais Nova.

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