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Memória23/07/2019 | 07h30Atualizada em 23/07/2019 | 09h34

João Baptista Machado Vieira: uma trajetória de vida e arte no Museu Municipal

Pinturas evocando o tradicionalismo gaúcho e a colonização podem ser conferidas até este sábado (27)

João Baptista Machado Vieira: uma trajetória de vida e arte no Museu Municipal Acervo de família / divulgação/divulgação
João Baptista, a esposa Maria Ghilardi e um grupo de amigos no CTG Paixão Cortês, do qual foi fundador e patrão, nos anos 1950 Foto: Acervo de família / divulgação / divulgação

A exposição Memórias pelo olhar de João Baptista Machado Vieira, em cartaz até este sábado (27), no Museu Municipal, resgata não apenas o legado artístico do autor – e sua relação com o tradicionalismo gaúcho e com o processo colonizatório, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina. É a oportunidade também para se conhecer um pouco da trajetória de vida de seu João. 

Nascido em Cruz Alta em 1915, o jovem migrou com a família para Porto Alegre ainda na década de 1940. Foi quando iniciou os estudos na área da arquitetura e passou a atuar no antigo Instituto de Aposentados e Pensões dos Industriários (IAPI). A convocação para o serviço militar levou-o a Santa Maria, onde serviu como tenente. 

Já no ano de 1945, em Caxias do Sul, uniu-se a Maria Ghilardi. Na sequência, recebeu uma proposta da antiga Madeireira Santo Antônio para auxiliar na legalização das terras do oeste catarinense, o chamado assentamento das colônias. Foi quando, juntamente com a esposa, o irmão Moysés e outros moradores da Vila Oeste, Vieira contribuiu para tornar a localidade um distrito oficial de Chapecó. Era criado, então, em 21 de dezembro de 1949, São Miguel do Oeste, o 15º distrito da cidade catarinense.

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O casamento de João Baptista com Maria Ghilardi em 28 de maio de 1945Foto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação
João Baptista com o filho Raimundo aos seis meses, em 1962Foto: Acervo de família / divulgação
João Baptista, a esposa Maria Ghilardi e o filho Raimundo em 1966Foto: Acervo de família / divulgação

Arte e política

De volta a Caxias, em 1952, seu João estabeleceu uma indústria de artefatos de madeira, auxiliando também a fundar, em 1956, o CTG Paixão Cortes. Após uma breve incursão pela política – foi suplente de vereador entre 1959 e 1961 –, teve a maior de suas alegrias com o nascimento do filho João Raimundo, em 1962.

A pintura (aquarelas e nanquins) chegou na sequência da aposentadoria como fiscal do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS), em 1978. Pouco tempo depois, seu João participou da Mostra Caxias Agora, realizada por ocasião da Semana de Caxias de 1983.

Pai João, como era mais conhecido, deixou mais de uma centena de trabalhos, que seriam mostrados oficialmente na Festa da Uva de 1984, o que acabou não ocorrendo. João Baptista Machado Vieira faleceu poucos meses antes, em 8 de outubro de 1983, em Porto Alegre. Ele tinha 68 anos.

João Baptista e o filho João Raimundo em 1967Foto: Acervo de família / divulgação

A mostra

:: O que: Exposição “Memórias pelo olhar de João Baptista Machado Vieira”
:: Onde: Museu Municipal de Caxias do Sul (Rua Visconde de Pelotas, 586)
:: Quando: até 27 de julho, das 9h às 17h. Sábado, das 11h às 17h. A partir do dia 16 de agosto, a mostra estará na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul
:: Quanto: entrada franca. Após o término da exposição, as obras podem ser adquiridas mediante contato com Juliana Tedesco, pelo telefone (54) 99926.5160 ou ainda pelo e-mail julianatedescorp@hotmail.com

Obras ficam expostas até este sábado (27), no Museu MunicipalFoto: Lucas Amorelli / Agência RBS

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