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Memória16/07/2019 | 07h00Atualizada em 16/07/2019 | 07h00

Família de Francesco Lazzarotto na década de 1920

Imigrante uniu-se a Maria Mazzurana e atuou como médico prático no interior de Santa Lúcia do Piaí

Família de Francesco Lazzarotto na década de 1920 Acervo de família / divulgação/divulgação
Francesco e a esposa Maria com os filhos Francisca, Benedita, Valentina, João, Belfiore, Pedro e Maximiliano Foto: Acervo de família / divulgação / divulgação

Dando sequência à trajetória do imigrante italiano Francesco Lazzarotto, abordada na coluna de ontem, destacamos hoje a vida em família do antigo morador da localidade de São Maximiliano, interior de Santa Lúcia do Piaí

Conforme o trineto Éder Dall'Agnol dos Santos, o casamento religioso de Francesco ocorreu em 1902, na Catedral de Santa Tereza. Foi onde ele uniu-se a Maria Mazzurana, nascida em 1882 e filha dos imigrantes Natale Mazzurana e Assunta Brunori, moradores da 6° Légua de Caxias. Já a cerimônia civil foi realizada dois anos depois, em 1904, em São Sebastião do Caí.

Os primeiros seis filhos do casal faleceram logo após o nascimento ou com poucos meses de vida. Segundo o trineto, Francesco, em meio a essa situação, resolveu procurar ajuda religiosa. Teria, então, escrito uma carta dirigida ao Sumo Pontífice da época, pedindo aconselhamentos sobre o que poderia fazer. Após alguns meses, Francesco recebeu a resposta do Vaticano, aconselhando que o primeiro filho que nascesse fosse oferecido a Maria. 

Algum tempo depois, nasceu uma menina, batizada como Maria. Infelizmente, a criança faleceu aos 11 anos, vítima de queimaduras decorrentes de um incêndio na residência da família. Na sequência, o casal teria outros sete filhos: Francisca Maria, Benedita Maria, Valentina Maria, João Maria, Belfiore Maria, Pedro Maria e o caçula Maximiliano Maria Lazzarotto. 

Francesco Lazzarotto faleceu em 13 de dezembro de 1930, aos 61 anos Maria Mazzurana morreu 30 anos depois, em 1960, aos 78.

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Francesco Lazzarotto e a esposa. dona Maria MazzuranaFoto: Acervo de família / divulgação
A filha Valentina Lazzarotto, bisavó do pesquisador Éder Dall'Agnol dos SantosFoto: Acervo de família / divulgação

Médico prático

Conforme o historiador Éder Dall'Agnol dos Santos, trineto de Francesco, a saúde na Linha São Maximiliano era muito precária, devido à distância entre o interior e o centro da "Vila de Santa Lúcia" e de Caxias do Sul. Tanto que era bastante comum nesta época as famílias procurarem os "médicos práticos", em casos de pequenas doenças. 

Uma viagem ao tempo dos dentistas práticos 

Francesco era um deles, por dominar a chamada medicina caseira. O imigrante extraía dentes, tratava de tumores e preparava chás medicinais, entre outras atividades. Para esses tratamentos, Francesco costumava seguir as indicações contidas em um livro de 642 páginas trazido da Itália por ele: o Medicazioni Generali - Biblioteca de Terapia, de Gilbert e P. Carnot.

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Casarão da família foi projetado para também abrigar um hospital com vários quartosFoto: Acervo de família / divulgação

Casa e hospital

Francesco construiu um enorme casarão de três andares, incluindo o porão de pedra. A casa possuía 40 quartos numerados, visto que a ideia inicial do médico prático era a residência servir como um hospital na localidade.

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