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Memória10/07/2019 | 16h45Atualizada em 10/07/2019 | 16h45

As origens do bairro Jardelino Ramos 

Lançamento de livro e colóquio no Arquivo Histórico Municipal jogam luzes sobre a história das comunidades em torno do Burgo

As origens do bairro Jardelino Ramos  Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Inauguração da casa "Assistência São Vicente de Paulo", que abrigava escola e igreja , em 25 de dezembro de 1949 Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A  trajetória das comunidades que compõem o Complexo Jardelino Ramos volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (10) à noite, no Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. A partir das 19h, um colóquio apresentará ao público parte do conteúdo do livro Complexo Jardelino Ramos: uma história de luta e esperança, lançado no dia 22 de junho, no centro cultural espírita homônimo.

Com textos e pesquisa da servidora municipal Sonia Storchi Fries, a obra contempla o processo de formação dos bairros Jardelino Ramos, São Vicente e Zona da Antena, conforme trecho do livro destacado abaixo:  

"A comunidade São Vicente de Paulo faz parte do bairro Jardelino Ramos. Ela está localizada entre a Avenida Brasil e a Rua Treze de Maio.O espaço é circundado por morros e declives. Esta faixa de terra sempre fez parte do Burgo, porém as duas comunidades organizaram-se como bairros independentes, com suas associações, igrejas e escolas. No passado, a relação entre elas era de discriminação e rivalidade, o que pode ser observado nas expressões "os de cima" (Burgo); "os de baixo" (Buraco Quente)." 

A denominação São Vicente está ligada à instalação da paróquia São Vicente de Paulo, em 1949. 

"Mas este lugar por anos foi chamado de "Buraco Quente". A origem do codinome remonta à década de 1940, quando começou a formação desse aglomerado, e está associada à condição geográfica, uma baixada entre morros, e aos tiroteios e brigas que aconteciam nos finais de semana". 

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Procissão de São Vicente de Paulo, com a Zona da Antena ao fundo, em 1958Foto: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

O nome

Conforme descrito por Sonia no livro, na década de 1940, um grupo de ex-alunos do Colégio Nossa Senhora do Carmo fundou em Caxias do Sul a Conferência de São Vicente de Paulo. A associação, ligada à Congregação dos Irmãos Lassalistas, tinha o objetivo de desenvolver um trabalho assistencial junto às comunidades carentes. 

"À época, o padre Eugênio Giordani, entusiasmado com a ação dos Vicentinos, comprometeu-se a desenvolver um trabalho assistencial junto aos moradores do Buraco Quente. Sensibilizada, a família Pizzamiglio doou o terreno onde foi construída a igreja. Feitas as negociações, as obras iniciaram com o apoio da Mitra Diocesana e com doações oriundas da comunidade. A capela, planejada para funcionar também como escola, foi inaugurada em 25 de dezembro de 1949, sendo que a fundação da escola data de 2 de agosto".

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Primórdios: a comunidade defronte à Casa da Criança em 1949Foto: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

A Casa da Criança

O livro também destaca o surgimento da Casa da Criança.

"Situada no alto do morro, na Rua Assis Brasil, 363, a Casa da Criança foi fundada e idealizada por Jardelino Ramos. As obras de construção do prédio iniciaram com os tijolos procedentes da demolição do Banco do Rio Grande do Sul. Com o apoio da comunidade e da Sociedade Espírita Fora da Caridade não há Salvação, em 1948 foi lançada a pedra fundamental e, em 1949, ocorreu a inauguração".

Com a morte de Jardelino Ramos, em 14 de setembro de 1956, José Luiz Ramos assumiu a direção. 

"A nova diretoria investiu mais intensamente nos projetos educacionais e religiosos. Em 1965, Dorival Ventura Ramos assumiu a coordenação e, em 1977, foi formado um grupo de estudo da doutrina espírita com os pais que aguardavam a saída dos filhos das aulas de evangelização. Desses encontros, surgiu a ideia da criação de um centro cultural que levaria o nome de Jardelino Ramos". 

Programe-se 

:: O que: Colóquio no Arquivo Histórico Municipal
:: Quando: nesta quarta (10), às 19h
:: Onde: Av. Júlio de Castilhos, 318 - Lourdes
:: Quanto: entrada franca

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