Museu Sicredi e a história do cooperativismo de crédito na Serra - Cidades - Pioneiro

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Memória27/06/2019 | 07h00Atualizada em 27/06/2019 | 07h00

Museu Sicredi e a história do cooperativismo de crédito na Serra

Solenidade desta sexta-feira (28) marca a apresentação da nova configuração do espaço, localizado no Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis

Museu Sicredi e a história do cooperativismo de crédito na Serra Hugo Neumann / Acervo pessoal de ¿?der Dall' Agnol dos Santos, divulgação/Acervo pessoal de ¿?der Dall' Agnol dos Santos, divulgação
Linha Imperial em 1945: a praça e o monumento em homenagem a Theodor Amstad, pioneiro do cooperativismo na região Foto: Hugo Neumann / Acervo pessoal de ¿?der Dall' Agnol dos Santos, divulgação / Acervo pessoal de ¿?der Dall' Agnol dos Santos, divulgação

Mesclando história com atividades lúdicas e interatividade digital, a nova configuração do Museu Sicredi ganha solenidade oficial de inauguração nesta sexta-feira, dia 28, no Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis. A partir do final de semana, auxiliará a resgatar e contar aos visitantes não apenas a trajetória da colonização alemã, mas os primórdios do cooperativismo de crédito na região. A saber: Nova Petrópolis detém desde 2010 o título de Capital Nacional do Cooperativismo.

Toda essa história remete ao pioneirismo do padre suíço Theodor Amstad  (1851-1938). Em 1902, o jesuíta fundou a primeira cooperativa de crédito da América Latina, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad (a "Bauernkasse"), na comunidade de Linha Imperial. 

Inspirada no modelo alemão de cooperativismo "Raiffeisen", a Caixa passou por uma série de mudanças na nominação e na atuação ao longo do século 20, até transformar-se na atual Sicredi Pioneira RS, sediada em Nova Petrópolis e com 40 agências espalhadas por 21 municípios.

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A trajetória do fotógrafo Hugo Neumann
Hugo Neumann e o Largo da Catedral Diocesana em 1965  

Josef Neumann Filho, um dos primeiros gerentes da cooperativaFoto: Hugo Neumann / Acervo pessoal de ¿?der Dall'Agnol dos Santos, divulgação

O espaço

O projeto de revitalização do museu ficou a cargo da doutora em Planejamento Urbano Cristina Seibert Schneider, que promoveu a adequação do mobiliário e do acervo. A partir de agora, a história passa a ser contada por meio de seis paineis. 

No primeiro deles, por exemplo, estão expostos o antigo cofre e a mesinha usada pelo gerente, além de uma imagem da Linha Imperial, localidade onde nasceu a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad. É ali que os visitantes podem registrar suas fotos, dispondo de conexão livre de Internet para compartilhá-las. 

Confira no quadro abaixo as atividades propostas pelos outros cinco.


Painel 4 mostra o cotidiano da Caixa de Economia e EmpréstimosFoto: Leila Schaedler / divulgação

Os paineis

: Painel 2: conta a trajetória de vida e de contribuição do padre Theodor Amstad para o município, sinalizando as quilometragens percorridas pelo precursor da filosofia cooperativista na América Latina. 

:: Painel 3: traz frases selecionadas do padre e um jogo de palavras. Os turistas precisam formar as citações ditas por Amstad, relativas a diferentes períodos de sua estada na região.

:: Painel 4: é focado no cotidiano de uma Caixa de Economia e Empréstimos, com as cadernetas de contas, modelos de moedas antigas e livros de registro das movimentações financeiras.

:: Painel 5: um documentário evidencia o alcance da proposta do padre Amstad e os resultados atingidos. 

:: Painel 6: traz dois totens com fones de ouvido. Visitantes podem conferir relatos de personalidades e lideranças que já vivenciaram – e ainda vivenciam – a história que ajudou a construir o Sicredi.

Painel 2 conta a trajetória de vida do Padre AmstadFoto: Leila Schaedler / divulgação
Painel 5 dispõe de televisão para apresentar vídeo sobre o SicrediFoto: Leila Schaedler / divulgação
Painel 6 possui dois totens com fones de ouvido para visitantes ouvirem relatos sobre a história do SicrediFoto: Leila Schaedler / divulgação

O parque

Um dos pontos turísticos mais cultuados de Nova Petrópolis, o Parque Aldeia do Imigrante surgiu na década de 1970, em meio às comemorações dos 150 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul. É composto pelas Aldeias Bávara e Histórica. Na primeira, há casas comerciais com a releitura de vilarejos do sul da Alemanha. Elas oferecem produtos típicos locais, malhas, artesanatos e espaço para alimentação.

Já na Aldeia Histórica, onde localiza-se o Museu Sicredi,é possível apreciar os usos e costumes da imigração alemã, por meio de objetos e construções refeitas em técnica de enxaimel, como a Capela do Imigrante de 1875, a Caixa Rural de 1902 e a Ferraria de 1903. 

O Parque Aldeia do Imigrante funciona de segunda a domingo, das 8h30min às 18h.

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