O incêndio na firma Guerino Sanvitto & Cia em 1952 - Cidades - Pioneiro

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Memória27/05/2019 | 07h30Atualizada em 27/05/2019 | 07h30

O incêndio na firma Guerino Sanvitto & Cia em 1952

Sinistro atingiu a ferragem e a Malharia Jane, situadas na esquina das ruas Os Dezoito do Forte e Marechal Floriano

O incêndio na firma Guerino Sanvitto & Cia em 1952 Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Fogo destruiu a loja de materiais de construção, na esquina da Os Dezoito do Forte com a Marechal Floriano Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O ano de 1952 ficou marcado por dois incêndios que destruíram pontos de referência do comércio caxiense: a Ferragem Caxiense (e por consequência a Casa Minghelli), em 23 de novembro, e a firma Guerino Sanvitto & Cia, 10 meses antes.Foi na madrugada de 17 de janeiro de 1952, quando as labaredas atingiram a ferragem de Guerino e as dependências da Malharia Jane, que funcionava no mesmo prédio, na esquina das ruas Os Dezoito do Forte e Marechal Floriano — onde hoje situa-se um posto de combustíveis. 

Conforme reportagem do Pioneiro daquela semana, "um violento incêndio destruiu completamente as instalações da firma Guerino Sanvitto & Cia, organização comercial muito conhecida e conceituada em toda região Nordeste do Estado. O fogo teve início pelas 4h30min, perto da porta, propagando-se com extraordinária rapidez, no que foi auxiliado pelos materiais explosivos e de fácil combustão que se encontravam próximos".

Parte dos produtos foi salva graças ao trabalho dos bombeiros e à colaboração do então 3º Grupo de Canhões Automáticos Antiaéreos 40mm. Mesmo assim, os danos não foram poucos, conforme o texto do Pioneiro de 19 de janeiro de 1952.

"Os prejuízos são bastante elevados, orçando-se em mais de Cr$ 1 milhão. O valor das mercadorias talvez alcançasse Cr$ 1 milhão e 700 mil, sendo que Cr$ 550 mil estavam cobertos pelo seguro. O edifício, de propriedade do sr. Pedro Soldatelli, de Flores da Cunha, estava assegurado, mas com uma importância muito baixa". 

Na sequência abaixo, alguns registros do Studio Geremia para a movimentação daquela manhã. As imagens, que também foram usadas na matéria do Pioneiro de 1952, integram o acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. 

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Mercadorias salvas foram espalhadas pela Rua Os Dezoito do Forte Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Registro do Studio Geremia para a ação dos bombeirosFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Fogo destruiu a loja de materiais de construção, na esquina da Os Dezoito do Forte com a Marechal FlorianoFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

No jornal Diário do Nordeste

Segundo reportagem do jornal Diário do Nordeste de 18 de janeiro de 1952, "boa parte da mercadoria sinistrada era representada por um estoque de fios de lã, destinados à Malharia Jane, também de propriedade da referida firma". 

No detalhe abaixo, um anúncio de 1943 do jornal "A Época", destacando as malhas de lã e os produtos da ferragem: fornos para queima de cal, tintas, louças, vidros e secos & molhados. Na sequência, a notícia do incêndio nos jornais Diário do Pioneiro e Diário do Nordeste, em 1952.

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Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução
Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução
Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução

Repercussão na imprensa 

Texto do jornal Diário do Nordeste de 1952 (acima) descreveu o cenário de destruição:

"Em pouco menos de duas horas, ao grande empório da firma Guerino Sanvitto & Cia não restavam senão as quatro paredes fumegantes, numa impressionante demonstração da devastação do fogo".

Conforme a reportagem do Pioneiro de 1952 (abaixo), a firma Guerino Sanvitto & Cia estava por sofrer uma modificação contratual, passando a denominar-se Mercantil Plentz & Cia Ltda. Na época, Guerino era sócio do empresário Orlando Plentz, que, em 1956, tomou a linha de frente da Malharia Jane, pertencente ao negócio. A malharia funcionaria a partir de então na Rua Coronel Flores, 143, entre a Bento Gonçalves e a Vinte de Setembro, tendo como técnico o senhor Umberto Gremo. 

Na imagem mais abaixo, a Malharia Jane é destacada na publicação Caxias do Sul - A Metrópole do Vinho, lançada em 1957 pelo jornalista Duminiense Paranhos Antunes.

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Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução
Foto: Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / reprodução
Foto: Rodrigo Lopes / especial

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Labaredas 

As labaredas e a fumaça naquela madrugada foram tão intensas que, segundo lembranças de moradores mais antigos, podiam ser avistadas desde a Rua Tronca e a Avenida São Leopoldo.

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