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Memória09/05/2019 | 07h30Atualizada em 09/05/2019 | 07h30

José Angeli e duas histórias de bastidores para recordar

Em janeiro, empresário lembrou de um episódio dos tempos em que trabalhou na antiga agência do Banco do Brasil

José Angeli e duas histórias de bastidores para recordar José Rodrigo Gazola / divulgação/divulgação
Bastidores: seu José Angeli e este colunista em janeiro, na sede da Agrale São Ciro Foto: José Rodrigo Gazola / divulgação / divulgação

O desenvolvimento e a consolidação do setor metal-mecânico em Caxias do Sul confundem-se com a trajetória do empresário José Fiorindo Angeli, falecido nesta terça-feira, um dia após completar 92 anos. Mas aproveito este espaço não para falar do homem de negócios José Angeli e, sim, para recordar da última vez em que conversei com "seu Angeli". 

Foi em janeiro deste ano, quando uma reportagem da coluna Memória destacou a antiga agência do Banco do Brasil, onde nosso entrevistado trabalhou por duas décadas, de 1954 a 1974. Seu Angeli queria mostrar o quadro emoldurado e guardado há mais de 60 anos, onde ele e os ex-colegas apareciam caricaturizados pelo amigo Lielzo Azambuja, artista plástico e publicitário gaúcho radicado no Rio de Janeiro. 

O bate-papo, lógico, extrapolou o assunto BB e avançou para diversas outras lembranças da Caxias de antigamente: o charmoso casarão dos Angeli na Rua Alfredo Chaves, entre a Bento Gonçalves e a Vinte de Setembro; a esposa Dolaimes, os filhos, a juventude, a trajetória da Agrale, os ternos confeccionados pelo alfaiate e amigo Egon Ramisch, os brunchs para a imprensa na chácara da família, o time de futebol da AABB e até a participação nas Olimpíadas Caxienses de 1952, quando tinha apenas 25 anos.

A conversa teria seguido por horas no escritório da Agrale São Ciro, tamanha a quantidade de histórias. E encaminhava-se para o final, mais especificamente para o registro junto ao quadro com as caricaturas dos antigos colegas de banco. Mas seu Angeli não quis fotografias, disse que não queria "aparecer mais que os outros". Reservado, posou para apenas uma, feita pelo genro José Rodrigo Gazola e compartilhada somente entre familiares e com este colunista (acima). Dava uma espécie de alô à filha Fulvia Stedile Angeli Gazola e à neta Antonia, então em viagem. 

Um cumprimento que, agora, estende-se a milhares de outros que cruzaram por seu caminho nas últimas nove décadas...

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José Angeli durante as Olimpíadas Caxienses de 1952Foto: Mauro De Blanco / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
José Angeli, aos 25 anos, estampou capa do caderno Sete Dias e matéria sobre as Olimpíadas Caxienses de 1952Foto: Reprodução / Agência RBS

Nas alturas há 67 anos

Sem querer – e sem saber –, seu José Angeli também foi o protagonista de uma foto de página inteira do Pioneiro em 23 de julho de 2016 (acima), quando este colunista resgatou a história das Olimpíadas Caxienses, realizadas em 15, 16 e 17 de agosto de 1952. 

A partir de registros antigos disponibilizados pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, a reportagem escolheu, para a capa do caderno Sete Dias, a imagem p&b de um jovem "anônimo" disputando uma prova de salto em altura pela equipe do Aymoré, nas dependências do 3º Grupo de Canhões Automáticos Antiaéreos 40mm, atual quartel.  

No acervo do Arquivo Histórico Municipal, o flagrante do fotógrafo Mauro De Blanco não trazia a identificação do rapaz, o que foi imediatamente "descoberto" quando o jornal chegou ao público naquele final de semana. O jovem, de nome José Fiorindo Angeli, não faturou o primeiro lugar na modalidade – ganho pelo contemporâneo Wilson Lucchese –, mas cravou seu nome também na memória esportiva da cidade. 

O que não é pouco...    

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