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Memória18/04/2019 | 07h30Atualizada em 18/04/2019 | 11h30

A Brasileira de Vinhos S.A. em 1971

Fundada na década de 1930, empresa funcionou até 1984, na Avenida Rio Branco, em São Pelegrino

A Brasileira de Vinhos S.A. em 1971 Acerco de Vera Lúcia Salvador / reprodução/reprodução
A fachada da Brasileira de Vinhos, na Avenida Rio Branco, com um caminhão carregado de bebidas prestes a sair, em 1971 Foto: Acerco de Vera Lúcia Salvador / reprodução / reprodução

Estabelecimento que marcou época na Avenida Rio Branco, a Brasileira de Vinhos S.A., vizinhà à linha férrea, foi um dos tantos endereços lembrados pelos leitores nas recentes colunas sobre o bairro São Pelegrino e seus moradores "raiz".

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A história do lugar também foi recontada na recente publicação São Pelegrino – Quem Te Viu, Quem Te Vê... Lançado em 2015 pelos autores Tania Tonet, Charles Tonet e Ana Seerig, o livro da Editora Belas Letras promove uma viagem ao bairro de 50 anos atrás, mapeando algumas de suas principais empresas, conforme o texto reproduzido em parte aqui:

"Fundada por Fernando Scalzilli, a Brasileira de Vinhos S.A. fabricava vinhos e licores que eram distribuídos por todo o país. Seu escritório comercial ficava em Porto Alegre, onde o proprietário morava, e a única fábrica ficava em Caxias do Sul, próximo à Estação Férrea – as primeiras referências à empresa são de periódicos da década de 1930. O filho de Fernando, Marino Henrique Scalzilli, assumiu o negócio, apesar de não gostar da área. Pai de quatro filhas, em 1984 Marino optou por fechar a empresa, já que nenhuma delas assumiria a vinícola".

Nas fotos acima e abaixo vemos funcionários junto ao caminhão da Transportadora Tegon Valenti carregado de vinhos da empresa, em 1971. Exatamente onde hoje está o shopping Bourbon San Pellegrino.

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Em 1971: Brasileira de Vinhos ficava onde hoje está o Bourbon San Pellegrino, na Avenida Rio Branco Foto: Vera Lúcia Salvador / reprodução

Lembranças de Duval Ravizzon

Um dos últimos funcionários da empresa, Duval Ravizzon trabalhou no departamento comercial de 1969 até o fechamento da fábrica. Além de recordar que a empresa possuía a própria tanoaria para a confecção de barris, Ravizzon eternizou outras lembranças no livro:

"No começo nós tínhamos até um trilho de trem que passava dentro da empresa. Isso contado pelos que estavam lá há mais tempo. O vinho era embalado em barris de 100, 200 litros, e mandado de trem para toda a região. Depois vieram embalagens menores, os garrafões, que eram transportados por caminhões. Mandávamos vinho até pro Amazonas. Tínhamos que mandar de caminhão até Belém do Pará e dali ele ía de navio até Manaus".

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Sadi Salvador (junto à máquina) atuou por 27 anos na empresaFoto: Vera Lúcia Salvador / reprodução

Em família

Vera Lúcia Salvador nasceu e morou na Brasileira de Vinhos até os 19 anos. O pai dela, Sadi Salvador, trabalhou lá dos 13 aos 40 e era o responsável pela empresa durante a ausência de Marino Scalzilli, que residia em Porto Alegre. 

Vera também eternizou suas memórias no livro e contribuiu com várias fotos, reproduzidas nesta página:

 "Meu pai e os amigos gostavam muito de caçar, e tinha um lugar na empresa em que eles faziam jantas. Reuniam colegas de trabalho, fornecedores para fazer perdizadas. Era minha mãe quem limpava as perdizes. Vinham também os filhos das pessoas que estavam ali. Era muito divertido".

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Sadi Salvador (à esquerda) defronte à empresa, na Avenida Rio Branco, em 1971. Caminhão pertencia à Transportadora Tegon ValentiFoto: Vera Lúcia Salvador / reprodução

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