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32ª Festa da Uva10/03/2019 | 16h14Atualizada em 10/03/2019 | 16h29

Tá Na Festa #12: Pá e vassoura nas mãos, sorriso no rosto

Alcindo Paim, gari da Festa da Uva, trocou o trabalho na metalúrgica pela chance de trabalhar ao ar livre, em contato com as pessoas

Tá Na Festa #12: Pá e vassoura nas mãos, sorriso no rosto Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Alcindo Paim, 49 anos. Trabalho na Festa da Uva requer agilidade ainda maior que a do dia a dia no Parque dos Macaquinhos Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Durante boa parte da vida, Alcindo Paim trabalhou como metalúrgico. Mas já faz nove anos que trocou as máquinas pela pá e pela vassoura, trabalhando como gari em Caxias do Sul. Uma escolha recompensadora, segundo o homem de 49 anos. 

— Gosto de trabalhar ao ar livre, em contato com as pessoas — compara. 

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Na 32ª Festa da Uva, para onde foi deslocado para ajudar na limpeza dos Pavilhões, Alcindo chama a atenção pela alegria e simpatia traduzidas no sorriso que estampa em seu rosto. Confidencia que o trabalho cansativo, que inicia às 8h e em muitos dias só termina após o fechamento do parque, é recompensado a cada elogio que ouve quanto à limpeza do espaço. Numa edição marcada por muitas reclamações de visitantes e expositores, a conservação dos Pavilhões foi um ponto positivo. 

— A gente gosta de ouvir as pessoas elogiando a limpeza. Mas é um trabalho de todos. Das pessoas que estão mais conscientes e não deixam tanto lixo no chão, dos expositores que levam o próprio lixo até o container. Tudo isso facilita _ explica. 

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 04/03/2019 - Alcindo Paim, 49, é gari há nove anos, contratado pela Codeca. O sorriso é sua marca registrada. Ele é personagem da série Tá Na Festa, que retrata o cotidiano das pessoas comuns na Festa da Uva. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Alcindo explica que a Codeca destinou 12 garis e três coletores para o trabalho diário nos Pavilhões. À noite, mais profissionais chegam para fazer a limpeza geral. Ao contrário do trabalho no dia a dia, como gari no Parque dos Macaquinhos, a Festa exige maior agilidade. Afinal, um mínimo descuido e o acúmulo de lixo já se torna visível para os visitantes, principalmente nos dias de maior fluxo, sábado e domingo. Mas nada que faça tirar o sorriso que é marca registrada do gari:

— É o meu jeito. Sou de bem com a vida mesmo. Triste ou feliz, o serviço tem que ser feito. Por que não fazer com alegria?  

Pai de dois filhos, um de 29 e outro de 19 anos, Alcindo aproveitou o dia em que sua esposa e os dois  rapazes foram visitar a Festa para dar o seu passeio e curtir um pouco com eles, na hora de intervalo. Degustou uva, visitou as réplicas da Caxias antiga, assistiu a uma apresentação de música típica italiana. Só não conseguiu desligar do ofício: 

— Quando vi que o lixo estava acumulando, voltei pro carrinho, que já estava me esperando.

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