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Caixa-Forte12/03/2019 | 07h46Atualizada em 13/03/2019 | 19h27

Silvana Toazza: se o nosso principal cartão de visitas falhou, todos nós falhamos

Evento terminou no domingo marcado por polêmicas e críticas à organização

Silvana Toazza: se o nosso principal cartão de visitas falhou, todos nós falhamos Antonio Valiente/Agencia RBS
Adnicio Bortoloto Filho, de 55 anos, chegou a socorrido por médicos, mas não resistiu Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A Festa da Uva terminou no domingo, marcada por polêmicas e críticas à organização.  O momento não é de página virada e de volta à rotina de uma cidade acelerada por sua vocação empresarial.  O momento não é de achar culpados. O momento não é de apontar o dedo. O momento é de fazer balanço, reflexões, para que um dia se consiga responder algumas perguntas, tais como: 

- Que tipo de cidade será a Caxias do Sul do futuro?

-  Conseguiremos manter a pujança e o desenvolvimento focados maciçamente na indústria? 

- Há garantia de que grandes conglomerados fabris nunca nos deixem, perpetuando empregos, renda e tributos?

Se até aqui as questões mais geram dúvida do que certeza, é hora de repensar urgentemente estratégias para que Caxias do Sul não perca o trem do turismo. Gramado garantiu seu portentoso vagão. Bento Gonçalves utilizou sua produção vinícola para transformar-se num cartão-postal enológico.

E Caxias o que vem fazendo?

Agora, vamos admitir nossos pecados capitais contra os turistas e a diversificação econômica. Se nem a Festa da Uva nos garante louros, há algo muito sério a ser repensado. A cidade precisa refletir. 

É inadmissível:

- Restaurantes típicos italianos fecharem cedo durante a Festa da Uva, não abrirem nos domingos e nem no feriado de Carnaval.

- É vergonhoso nossa cidade não respirar Festa da Uva. Cadê o chafariz cor de uva da praça? Cadê as vitrines homenageando a festa e a nossa cultura? Cadê os outdoors com a inscrição “Bem-vindos à terra da Festa da Uva”?

- O que explica a ausência de nossas grandes marcas de comércio, restaurantes, malharias nos Pavilhões?

- Por que o turista não foi seduzido com opções de caminhos gastronômicos, de compra e de turismo a serem desbravados na cidade? 

Se o nosso principal cartão de visitas falhou, todos nós falhamos. Sem a união de esforços e pensamento coletivo, não seremos a cidade nem do presente nem do futuro.

Perderemos o trem. 

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