Instituto Hércules Galló e a família Schenk - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Memória16/01/2019 | 07h30Atualizada em 17/01/2019 | 09h41

Instituto Hércules Galló e a família Schenk

Imigrante alemão Martin Schenk, a esposa Albertina e os filhos Marlene e Mário moraram no casarão de 1938 a 1954

Instituto Hércules Galló e a família Schenk Acervo Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação/divulgação
Aniversário de Marlene Schenk nos anos 1950, com os pais, amigos e convidados na escadaria de acesso ao casarão Foto: Acervo Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação / divulgação

Datado de 1908, o majestoso casarão sede do Instituto Hércules Galló abrigou a família de seu idealizador e de diversos outros moradores de Galópolis ao longo do século 20. Juntamente com os Canuto, a família Schenk foi uma das inquilinas que mais tempo permaneceu na chamada Casa 2 – cerca de 16 anos, de 1938 até meados dos anos 1950.

Instituto Hércules Galló: cobertores que fizeram a fama do Lanifício Gianella 

Conforme depoimento de dona Marlene Schenk Duque no livro Galópolis e os Italianos, os Schenk passaram a ocupar a residência em 1938. Foi quando mudaram para lá o pai, o imigrante alemão Herbert Martin Schenk – contratado como técnico químico-têxtil do Lanifício São Pedro –,  a segunda esposa, Albertina, e os filhos Marlene e Mário. Nascida em 1936, dona Marlene recheou sua participação no livro com deliciosas lembranças da infância, em especial as brincadeiras no jardim e no sótão:

"Havia três árvores de camélias vermelhas e dois pinheiros bem altos, de uma espécie que nunca mais vi igual. Era comum a presença de cobras por ali. Para que pudéssemos brincar com segurança, meu pai cercou o terreno em frente da casa com uma tela. Mais tarde, mandou construir um balanço e uma barra de ginástica. Eu e meu irmão gostávamos de brincar no sótão com os nossos amigos e primos, que nos visitavam nas férias. Uma das brincadeiras era se vestir com as roupas do baú e brincar “de casinha” com as louças. No sótão não havia luz elétrica. Assim, quando escurecia, brincávamos de casa assombrada com fantasmas".

Além do sótão, outro cômodo da casa era refúgio dos pequenos:

"Em cima da cozinha havia um quarto grande, onde também não havia luz elétrica. Era o nosso quarto de brinquedos. Tínhamos um conjunto completo de mesa, quatro cadeiras, um sofá e uma cadeira de balanço, todos objetos que Martin havia comprado para nossa irmã Marisa (falecida de pneumonia, aos três anos, em 1936)". 

Na foto acima, o registro de um aniversário de dona Marlene Schenk no início dos anos 1950, com a família e os convidados sentados na escadaria do casarão. Conforme a identificação do Instituto Hércules Galló, na foto aparecem Lia Sartori, Terezinha Spinato, Marlene Schenk, Ruth Spinato, Gilberto e Gilda Vigna, Paulo Sartori, Marilia, Elza Cunha, Gilmar, Ricardina, Luiz Victor Sartori, Ernesto Sartori, os pais Martin e Albertina Schenk, Elvira Vigna, Júlia Sartori Vigna e Maria Sartori Richter.

Leia mais:
Galópolis: um museu a céu aberto
Museu de Território de Galópolis: uma viagem à infância
Museu de Território de Galópolis: um vínculo comunitário
Exposição Janelas de Galópolis destaca a arquitetura típica do bairro
Galópolis na Festa da Uva de 1954  

Marlene Schenk, filha do operário do Lanifício São Pedro Martin Schenk, brincando com suas bonecas no jardim do casarãoFoto: Acervo Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação
Marlene ao lado da velha capelinha do jardim, trajada para o Congresso Eucarístico Diocesano de 1948Foto: Acervo de Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação
Marlene Schenk nas escadas do jardim da segunda residência de Hércules Galló, em 1946Foto: Acervo de Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação

Um rico acervo

Boa parte da trajetória dos Schenk em imagens e depoimentos está contemplada não apenas no livro, no acervo digital e nas paredes do Instituto, mas também no recém-criado perfil Museu de Território de Galópolis, do Facebook. Abastecido pela acadêmica de História da UCS e monitora do Instituto Geovana Erlo — com a colaboração da também estudante de História Carla Born na catalogação das imagens —, o espaço virtual foi criado para um trabalho da dupla na disciplina Estágio IV do curso, sob a orientação da professora Luiza Iotti.

Em álbuns englobando os patrimônios material, imaterial e natural, o perfil destaca aspectos como arquitetura, famílias, festas populares, o Lanifício São Pedro, a Vila Operária e, logicamente, a história da casa e seus diversos moradores. Nas imagens deste post, alguns momentos do cotidiano dos Schenk na mítica construção. 

Uma viagem a Galópolis de 70 anos atrás...  

Leia mais:
Galópolis e a Cascata Véu de Noiva em 1948
Galópolis vista do Morro da Cruz em 1959
Sisto Muner e os antigos fotógrafos de Caxias em livro 

Mário Schenk brincando no jardim do casarão, por volta de 1940Foto: Acervo de Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação
Mário Schenk “pilotando” um avião de brinquedo na frente da casa, nos anos 1940Foto: Acervo de Marlene Shenke, Instituto Hércules Galló / divulgação
Marlene Schenk com um de seus vestidos de festa em 1951, no jardim do casarão. Atrás, o irmão Mário SchenkFoto: Acervo de Marlene Schenk, Instituto Hércules Galló / divulgação

Leia mais:
Teatro no Cine Operário de Galópolis em 1947
Para recordar do Cine Operário de Galópolis
Galópolis antiga: no escurinho do cinema
Residência da família Spinato em Galópolis
Capitel de São Roque: uma tradição de Galópolis
Casarão da família Stragliotto, um símbolo de Galópolis
Galópolis: uma formatura de corte e costura em 1953
Páscoa em Galópolis: os 50 anos da Operação Cruz
Galópolis: Grupo de Bolão Explosivo em 1945
Escolha da Madrinha do Grupo de Bolão Explosivo em 1959
Galópolis ganha uma nova igreja em 1947 

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória   


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros