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Pesadelo07/01/2019 | 08h05Atualizada em 07/01/2019 | 08h05

Cai o número de feridos por água-viva no Litoral Norte

Total de casos já passa dos 33 mil desde o dia 15 de dezembro 

Cai o número de feridos por água-viva no Litoral Norte Bibiana Dihl/Agência RBS
Neste sábado (5), a beira da praia de Capão da Canoa está bem menos cheia em relação aos últimos dias Foto: Bibiana Dihl / Agência RBS

O número de banhistas feridos após contato com água-viva caiu nos últimos dias após a virada no tempo no Litoral Norte. Desde o feriadão de Ano-Novo até a última quinta-feira (3), a média era de mais de mil casos por dia, chegando a 3 mil nos dias de pico. Na última sexta-feira (4), foram 201 casos.

O comandante da Operação Verão , tenente-coronel Jefferson Ecco, diz que, apesar de não haver estudo sobre isso, os bombeiros percebem que, com a chegada da frente fria e mudança no tempo, a corrente e as ondas ficam mais fortes. Isso faz com que a água-viva mude de posição mais rapidamente, o que evita o contato do animal com as pessoas. Além disso, o tempo nublado faz com que menos banhistas entrem na água. 

— No feriado, a corrente estava fraca e a água quente, e muita gente estava na praia. Isso aumenta o contato entre o animal e o banhista. Agora a gente percebe que o número de casos baixou, mas seguimos em alerta — relata.

O total já chega a 33.061 feridos desde o dia 15 de dezembro, quando começou a Operação Verão - não há registro de nenhum caso grave. Assim, muitos bombeiros passaram a manter kits de água e vinagre nas guaritas de guarda-vidas para socorrer os banhistas feridos. 

A orientação é que, caso o banhista seja ferido, coloque água gelada e compressas de vinagre sobre o ferimento. Em hipótese alguma, deve-se utilizar água doce. O comando da operação verão também orienta que os banhistas só entrem no mar próximo a guaritas onde há monitoramento de guarda-vidas.

Banhistas podem levar kit de casa

Os banhistas podem levar um kit feito em casa para amenizar a dor do envenenamento por água-viva, principalmente nos casos de crianças, que são mais suscetíveis à dor. Uma das possibilidades é colocar o vinagre dentro de um frasco com spray, o que facilita a aplicação.

O casal Alberto e Fabiane Adolfini, de Bento Gonçalves, está em Capão da Canoa desde o dia 28 com as filhas Eduarda, 15, e Isadora, 9. As duas meninas já foram feridas por água-viva. Por isso, uma medida foi tomada.

— Agora a gente traz o spray: um mistura de água com vinagre, conforme a orientação dos guarda-vidas. As meninas já foram “picadas” várias vezes — relata Fabiane.

Eduarda relata que foi ferida na barriga e na perna e que, com a ajuda do spray, a dor amenizou.

— Parecia que os tentáculos estavam grudando na minha perna. A dor só ficou mais fraca depois que procuramos a ajuda da Brigada Militar, que tinha o spray com vinagre e nos ajudou — lembra. 

Mesmo com o tempo ruim, a família, que vai ficar na cidade até o dia 10, não deixou de vir à beira da praia na manhã deste sábado (5).

— Todo ano elas me pegam, mas mesmo assim não desisto de entrar no mar e de vir para a praia.

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