"Ele é um padrinho do Radicci", diz Iotti sobre Paulo Cancian - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Luto20/12/2018 | 16h53Atualizada em 20/12/2018 | 16h53

"Ele é um padrinho do Radicci", diz Iotti sobre Paulo Cancian

O jornalista caxiense era editor do Pioneiro quando o personagem começou a ser publicado

"Ele é um padrinho do Radicci", diz Iotti sobre Paulo Cancian Iotti/Iotti
Cancian faleceu na manhã desta quinta-feira, aos 67 anos Foto: Iotti / Iotti
Pioneiro
Pioneiro

Se o Radicci virou uma espécie de personagem símbolo da Serra, que sintetiza as características fundamentais do gringo da região, o jornalista caxiense Paulo Cancian, que faleceu na manhã desta quinta-feira (20), tem boa parcela de responsabilidade.

— Ele é um padrinho do Radicci — define o cartunista Carlos Henrique Iotti, criador do personagem. 

Leia mais
Morre o jornalista Paulo Cancian, aos 67 anos, em Caxias do Sul
Governador José Ivo Sartori lamenta morte de Paulo Cancian, em Caxias
Colegas da imprensa falam sobre Paulo Cancian, morto nesta quinta em Caxias
Jornalistas relembram trajetória de Paulo Cancian, morto em Caxias
Políticos lembram do legado deixado por Paulo Cancian
Velório do jornalista Cancian ocorre nesta quinta-feira em Caxias do Sul

Iotti conta que o Radicci ganhou as páginas do Pioneiro em 1983. Naquela época, Cancian era o editor do jornal bissemanal. 

— Eu tenho uma história muito particular com ele. Ele foi meu primeiro editor, o cara que deu uma página e me disse: "cria um personagem. Algo que represente a Serra". Ele que me deu a primeira oportunidade — lembra. 

O resto é história. As charges começaram a ser publicadas numa página chamada Humor na Serra que, segundo Iotti, reunia os principais cartunistas do Estado. Reflexo da busca incessante por novidades. 

— Ele estava sempre atrás de coisas novas. Nós chegamos até a fazer o piloto de uma revista de histórias em quadrinhos, que acabou não saindo. Ele era um cara inquieto, sempre procurando coisas novas. Ele transformou o jornal em diário, depois criou até a edição de domingo. Agora, todo mundo diz que "o jornalismo está em crise". Para ele, não tinha nunca crise. 

Além do legado profissional, para Iotti, Cancian deixará uma gama de lembranças alegres, resultado de anos de convivência. 

— Teve uma época em que a gente era muito próximo. Ele corria de Opala, competia numa espécie de "Stock Car dos colonos". A primeira vez que eu dirigi na minha vida ele teve a coragem de ir a Porto Alegre comigo. Eu dirigindo e ele me dando dicas, e eu só fazendo barbeiragens. E ele ali, firme. O jornalismo está mais pobre em Caxias — lamenta.

O velório de Cancian ocorre na Capela A, do Memorial São José, em Caxias do Sul. A cerimônia de despedida será realizada a partir das 10h30min de sexta-feira (21) no Memorial Crematório São José. 

Leia também
Em Caxias do Sul há 74 agentes para fiscalizar uma frota de 308 mil veículos
Ex-prefeito de Caxias do Sul Alceu Barbosa Velho é absolvido em processo do TCE 

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros