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Diversidade25/11/2018 | 17h49Atualizada em 26/11/2018 | 07h25

Colorida e divertida, Parada Livre atrai bom público em Caxias, mas visibilidade é menor

Festa ocorre em estacionamento privado no bairro São Pelegrino

Colorida e divertida, Parada Livre atrai bom público em Caxias, mas visibilidade é menor Lucas Amorelli/Agencia RBS
Organização programou 55 shows até o início da noite deste domingo Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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A Parada Livre de Caxias do Sul está colorida, alegre e calorosa como sempre foi. Mas a população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) foi prejudicada na tarde deste domingo. Longe da Praça Dante Alighieri, vetada pela prefeitura, centenas de pessoas perderam um pouco da visibilidade, principal bandeira do movimento.

O pátio do estacionamento privado São Cristóvão, esquina da Rua Os Dezoito do Forte com a Marechal Floriano, em São Pelegrino, fica abaixo do nível da rua. Logo, a multidão que tem acesso ao local por duas rampas quase não é vista por quem passa na rua. 

Sabe-se que ocorre uma festa pública em homenagem à diversidade pelo som alto da música, pelo palco dos shows e pelo colorido das bandeiras arco-íris nas calçadas. É um cenário diferente de anos anteriores, quando muito mais pessoas vislumbravam o evento na Rua Marquês do Herval. 

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Jeferson Kessler, um dos integrantes da comissão organizadora, já imaginava que o público seria menor justamente devido à decisão administrativa que não permitiu o movimento no centro da cidade.

— Temos umas 2 mil pessoas aqui, percebemos que o público é menor porque não temos tanta visibilidade. No Centro seria bem diferente — pondera Kessler.

O metalúrgico Genelci Mello Netto, a mulher dele Márcia Wollf, e o filho Vitor vieram do bairro Serrano com dois objetivos: apoiar a causa e se divertir.

— A gente trouxe o nosso guri para que ele cresça sem preconceito. Nós apoiamos a diversidade — resume Genelci.

Perto dali, as namoradas Jéssica Ávila, 24, e Evelin Francisquetti, 17, dançavam e ao mesmo tempo se questionavam sobre o novo endereço da Parada Livre. As duas moram no bairro Rio Branco e acham ruim a mudança de local, mas aprovam a organização e as atrações. 

— A única palavra é a resistência. Estamos resistindo ao preconceito — diz Larrisa, justificando a participação no evento LGBTI.

— Estamos na festa porque nos sentimos segura, como se fosse uma família — complementa Jéssica.

A festa atraiu caravanas de Porto Alegre, Esteio, Sapucaia do Sul, Bento Gonçalves e Farroupilha. Até o início da noite deste domingo, estavam previstas um total de 55 apresentações.  Sugere-se a doação de brinquedos ou doces que serão entregues para o projeto Elo do Bem, uma festa de natal para crianças em situação de vulnerabilidade.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/11/2018Parada Livre em Caxias do sul no estacionamento São Cristovão reune cerca de 1500 pessoas (número mais ou menos enquanto estávamos lá) na tarde de domindo.Eduarda Chaira Dos Santos 10 e Kétty Almeida (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

ENTENDA

:: A prefeitura de Caxias não permitiu que o evento ocorresse na Rua Marquês do Herval, ao lado da Praça Dante Alighieri, onde foram realizadas 15 edições da Parada, e também negou autorização para a atividade na Praça das Feiras e na Rua Plácido de Castro, outros locais solicitados pela comissão.

:: O único ponto sugerido pelo município, desde o primeiro contato com os organizadores, em agosto, foi o Centro Cultural Dr. Henrique Ordovás Filho, no bairro Panazzolo. 

:: Segundo nota da Secretaria da Cultura, divulgada na sexta-feira, "entre os critérios de análise dos eventos está o cruzamento de datas com os demais, o plano de ação das secretarias que irão prestar o apoio institucional, entre outros. No caso do evento citado (a Parada Livre), a diretriz é de fortalecer com o direcionamento de alguns eventos o caráter cultural do Ordovás, tornando cada vez mais conhecido na sociedade sua contribuição".

:: Os organizadores da Parada Livre, porém, consideraram o Ordovás inadequado para um evento cujo público gira em torno de 5 mil pessoas em anos anteriores. 

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