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Saúde22/10/2018 | 21h00Atualizada em 22/10/2018 | 21h00

Um em cada quatro médicos do Postão de Caxias devem pedir exoneração

Profissionais alegam que não conseguirão se adequar aos horários das UBSs

Um em cada quatro médicos do Postão de Caxias devem pedir exoneração Felipe Nyland/Agencia RBS
Unidade fechou para reformas no dia 16 de outubro e servidores foram transferidos ao restante da rede Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Terminou nesta segunda-feira (22) o período de entrevistas individuais para definir para onde serão transferidos os servidores que atuavam no Pronto-Atendimento 24 Horas (Postão) de Caxias. A prefeitura ainda não informa qual é o destino de todos os profissionais — sabe-se que cinco unidades básicas de saúde (UBSs) receberão três médicos a mais, por exemplo, mas a Secretaria da Saúde diz que as informações serão compiladas e divulgadas nos próximos dias. 

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Extraoficialmente, porém, circula uma lista de médicos do Postão já teriam pedido exoneração: conforme informações dos próprios servidores, 28 profissionais não pretendem seguir atuando na rede. A principal razão seria a dificuldade dos plantonistas com contrato de 12 horas semanais conciliarem o atendimento na rede durante a semana com suas outras atividades profissionais.

No início de setembro, 103 médicos atuavam no Postão, segundo a Secretaria da Saúde. Em uma lista entregue aos profissionais em reunião no dia 9 de outubro, constavam 97 matrículas de médicos atuando no local, incluindo um contrato emergencial. Também há nomes que se repetem: são servidores com mais de um contrato. 

De qualquer forma, é possível estimar que pelo menos um em cada quatro médicos do Postão devem deixar o serviço público. Na lista de servidores, constam inclusive sete pediatras e três psiquiatras. Segundo Tiago Perinetto, ex-diretor técnico do serviço, a debandada vai ser maior:

— Têm médicos que não se manifestaram ainda mas eu sei que não vão conseguir (seguir trabalhando), porque são residentes em Porto Alegre — aponta.

A Secretaria da Saúde informou que alguns médicos manifestaram verbalmente a intenção de deixar o serviço, mas até a tarde desta segunda não havia pedidos oficiais, pelo menos dentro do sistema da Secretaria de Recurso Humanos. 

O secretário interino da Saúde, Júlio César Freitas da Rosa, afirmou que o número de exonerações deve ser fechado nesta terça-feira (23) e divulgado nos próximos dias. Ele diz que o número de médicos do Postão é maior do que os postos extras abertos na rede básica e ainda não é possível definir se será necessário reforçar o quadro de profissionais.

— A partir do momento em que soubermos se a demanda das UBSs for suprida, vamos verificar. Mas temos autorização do prefeito para, conforme as exonerações forem feitas, repor o quadro. Se tiver 20, 30 médicos exonerados, vamos chamar do concurso. Caso não seja possível, vamos chamar da rede privada, que o TAC nos permite.

No Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP), a prefeitura de Caxias se comprometeu a assegurar o atendimento de urgência e emergência à população durante os seis meses em que o Postão estiver fechado para reformas. 

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