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Caxias antiga23/10/2018 | 07h30Atualizada em 23/10/2018 | 09h38

Memória: um colóquio sobre os "outros lados" da Avenida Júlio

Encontro desta terça (23), no Arquivo Histórico Municipal, joga luzes sobre a relação de Caxias com sua principal avenida desde o início da colonização

Memória: um colóquio sobre os "outros lados" da Avenida Júlio Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
A moderna Avenida Júlio no início da década de 1950, com o recém-construído prédio do Banrisul (ao fundo) Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A Júlio é avenida, passagem e ponto de referência, moradia e memória, comércio e serviços, é onde a cidade acontece, é a espinha dorsal da Caxias de ontem e de hoje. Talvez por isso não faltem as mais varidas abordagens sobre esse ícone urbano. Uma delas é o projeto O Outro Lado da Júlio, do arquiteto Roberto Filippini, que busca abordar uma realidade da via que raramente percebemos, tenhamos oito ou 80 anos.

Entram aí aspectos históricos, culturais, sócio-comportamentais e econômicos, cada um deles abordado em recentes encontros sediados no Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami – não por acaso localizado na Júlio e ex-sede de dois endereços emblemáticos da cidade: a Casa de Comércio de Vicente Rovea e o Hospital Carbone.

É lá que ocorre nesta terça (23), a partir das 19h30min, a nona edição do Colóquio no Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. A programação, com entrada franca, destaca uma conversa sobre o documentário "Campo dos Bugres", inserido no tema "Do Campo dos Bugres à Rua Grande. Um lugar que se fez cidade", apresentado pelo jornalista e comunicador Juliano Barasuol Flores.

No documentário, que neste 2018 completa 10 anos, Flores aborda a jornada do tropeiro Antonio Machado de Souza em busca da famosa clareira ocupada pelos índios — o Campo dos Bugres —, com o intuito de viabilizar um caminho que ligasse os povos montenegrinos aos Campos de Cima da Serra. E que daria origem, mais tarde, à próspera Vila de Caxias, com sua principal via transformada em um corredor de passagem de importância regional.

A abordagem dialoga com vários aspectos abordados em outras edições do colóquio — como o pioneirismo do imigrante Rodolfo Félix Laner, por Marcos Fernando Kirst, e os tropeiros da Rua Grande (uma das antigas denominações da Júlio, além de Rua Silveira Martins), por Luis Antonio Alves. E vai ao encontro do que propõe Filippini:

"As pessoas estabelecem uma relação de identidade com esta via? Afinal, o que é a Júlio de Castilhos para a cidade? Qual é a importância da Júlio sob o ponto de vista da cultura urbana?"

Perguntas, respostas e questionamentos a partir das 19h30min desta terça...

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Nivelamento da Rua Silveira Martins (um dos antigos nomes da Avenida Júlio), entre a Andrade Neves e a Vereador Mário Pezzi, na antiga Colônia Caxias, por volta de 1895Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Programe-se

:: O que: IX Colóquio no Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami
:: Quando: nesta terça (23), às 19h30min
:: Onde: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (Av. Júlio de Castilhos, 318 - bairro Nossa Senhora de Lourdes)
:: Quanto: entrada franca

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Festa da Uva de 1934: a inauguração do painel “O Pioneiro” no pavilhão da Praça Dante Alighieri. Obra representava a chegada dos imigrantes ao antigo Campo dos Bugres. Ao fundo, a Catedral e o BispadoFoto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Atuação

Roberto Filippini é arquiteto e urbanista e autor do livro Formas Ignoradas – Ornamentos, Estilos e Memórias, em que mapeia diversos prédios históricos de Caxias — os preservados e os postos abaixo. Também coordenou o projeto Caminhos da Memória, com passeios guiados pelas ruas da cidade. 

Juliano Barasuol Flores é economista e documentarista, com estreita ligação com os meios de comunicação locais. Além do documentário Campo dos Bugres (2008), dirgiu em 2011 o No Ar: o Rádio e a Televisão em Caxias do Sul. 

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