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Caxias antiga29/10/2018 | 07h30Atualizada em 29/10/2018 | 21h25

Memória: Galópolis e a cascata Véu de Noiva em 1948

Queda d'água é um dos símbolos do bairro e promove espetáculo da natureza em dias de chuva intensa

Memória: Galópolis e a cascata Véu de Noiva em 1948 Sisto Muner / divulgação/divulgação
A cascata, a Rua Antonio Chaves (ao fundo) e o antigo casarão de pedra da família Dal Prá Foto: Sisto Muner / divulgação / divulgação

O fotógrafo Sisto Muner (1892-1974) eternizou a comunidade de Galópolis entre os anos de 1920 e 1960, principalmente as famílias, as cerimônias religiosas e e o cotidiano da vila, que se desenvolveu basicamente ao redor do antigo Lanifício São Pedro. Poucos, porém, são os registros de Muner para as belezas naturais do bucólico bairro.

Galópolis vista do Morro da Cruz em 1959
Sisto Muner e os antigos fotógrafos de Caxias em livro
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Um desses raros momentos é o clássico flagrante da Cascata Véu de Noiva por volta de 1948, provavelmente em um período de fortes chuvas, quando o Arroio Pinhal costuma encher e a queda d’água mostra-se muito mais intensa. A cascata possivelmente integrará o rol de pontos turísticos a serem destacados na segunda etapa do Museu de Território de Galópolis, ainda em desenvolvimento. 

Chuva muda o cenário da Cascata Véu de Noiva, em Galópolis

Trata-se de um projeto que busca transformar o bairro em uma espécie de museu a céu aberto, mapeando pontos de forte vínculo afetivo com seus moradores, mas que também seduzem todos que visitam o lugarejo.

A primeira fase do Museu de Território teve início em novembro de 2015, com a inauguração do Instituto Hércules Galló (leia mais abaixo) e da instalação do primeiro totem-símbolo do projeto, no jardim entre os casarões de madeira restaurados às margens da BR-116. Estruturas semelhantes a essa, com um breve texto explicativo, devem ser estendidas a outros pontos históricos do bairro, como a antiga Vila Operária, a Igreja Matriz, a já citada cascata, o Cine Operário, o Lanifício São Pedro, o Círculo Operário Ismael Chaves Barcellos e a praça.

Todo esse trabalho foi idealizado e coordenado pela museóloga e pesquisadora Tania Tonet (falecida em julho), a partir de um desejo do empresário José Galló e do arquiteto Renato Sólio, descendentes de Hércules. 

"A essência é musealizar o território e territorializar o museu, a partir de um trabalho de interação com a comunidade. É ela quem escolhe o que estará sendo preservado como marco, sem tombamento, sinalizando os locais históricos e compondo um grande cenário cultural", explicou Tânia, em 2015.

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A cascata, a Rua Antonio Chaves (ao fundo) e o antigo casarão de pedra da família Dal PráFoto: Sisto Muner / divulgação

O Instituto Hércules Galló

Boa parte da história de Galópolis, em textos e fotos, pode ser acessada no Instituto Hércules Galló (BR-116, 1.579 - Galópolis). Inaugurado em 2015, junto aos antigos casarões erguidos pelo empresário entre 1904 e 1908, o espaço recria ambientes em vários de seus cômodos e dispõe de terminais para consulta do público. A visitação pode ser feita de terça a sábado, das 13h30min às 17h30min, com entrada franca. Saiba mais: www.herculesgallo.com.br.

No Brasil existem projetos semelhantes de museus de território na cidade de Itabira (MG), terra-natal do poeta Carlos Drummond de Andrade, e em Paraty, no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, o de Galópolis é o primeiro.

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Foto: Roni Rigon / Agência RBS

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