Laudo determinará se e quando Postão terá de fechar para reformas, diz secretário da Saúde de Caxias - Cidades - Pioneiro

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Saúde03/10/2018 | 15h14Atualizada em 03/10/2018 | 15h26

Laudo determinará se e quando Postão terá de fechar para reformas, diz secretário da Saúde de Caxias

Geraldo da Rocha Freitas Júnior afirma que município está preparado para uma eventual interrupção do serviço

Laudo determinará se e quando Postão terá de fechar para reformas, diz secretário da Saúde de Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Conforme o secretário, novas informações sobre a obra serão divulgadas por meio de nota Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A incerteza sobre o fechamento ou não do Pronto-Atendimento 24 Horas (Postão) de Caxias para reformas permanecerá até que um laudo da Secretaria do Planejamento (Seplan) e da empresa responsável pelas obras esteja concluído, o que pode acontecer ainda nesta semana ou em até 30 dias, conforme o secretário municipal da Saúde, Geraldo da Rocha Freitas Júnior. 

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Na manhã desta quarta-feira (3), representantes da Técnica Construções Ltda, que venceu a licitação para transformar a estrutura em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nível III, visitaram o Postão. Nesta tarde, Freitas Júnior conversou com o Pioneiro sobre o Pronto-Atendimento pela primeira vez desde que surgiram informações de que o local poderia ser fechado para as obras, na última sexta-feira (28).

Confira trechos da entrevista com o secretário: 

Pioneiro: Está definido se as atividades do Postão terão de ser interrompidas para as reformas?

Geraldo da Rocha Freitas Júnior: Nós precisamos do parecer da Seplan com a construtora, que hoje (nesta quarta) fizeram a visita técnica, junto com os projetos, lá na unidade (no Postão). Então, assim que eles me derem o parecer de quando e como devem iniciar a obra, nós teremos como informar se haverá ou não o fechamento e como como se dará esse período. Agora, eu não posso afirmar que vai ser em 30, 40 ou 50 dias, pode ser que nesta semana a gente já tenha o parecer. E aí vamos organizar o início (da obra). Dependemos desse parecer para ver quais são os próximos passos.   

Mas, hoje pela manhã, o senhor afirmou que o prazo para ter esse laudo é de 30 dias.

É o prazo máximo legal que eles (a empresa) têm de cumprir. Mas isso não significa que vai permanecer até lá esse prazo. Pode ser que eles nos deem um parecer e digam antes que nós temos que iniciar a obra com o serviço fechado. Nós temos que nos organizar para isso. Então, dependemos desse parecer. Mas, no momento, (o Postão) está funcionando normalmente. Nós não vamos parar de funcionar sem nos organizarmos. Não tem como fazer diferente. As próximas informações a respeito da obra vão ser divulgadas por nota oficial, para que tudo esteja já pactuado com todas as secretarias e não termos desencontro de informação. Mas pode ser que o parecer seja amanhã, ou depois, eles (a empresa) já fizeram a parte deles. Falta só nos notificar quando deverá ser o início da obra.  

A informação de que o Postão teria que fechar começou a circular ainda na sexta-feira, depois que o Sindicato dos Médicos divulgou nota alertando a população sobre isso. Da sexta até esta terça, não conseguimos contato com a Secretaria da Saúde para esclarecer a situação. Como o senhor avalia a forma como a prefeitura tratou o assunto? 

É que a reunião com a construtora estava marcada para hoje (quarta) de manhã. Houve uma precipitação da construtora em antecipar (a informação do fechamento). Nós entendemos a preocupação da construtora em cumprir os prazos, então já conversamos com a empresa para que toda e qualquer informação seja por nota oficial do município. Não se descarta o fechamento (do Postão), depende desse parecer técnico.  

Já que não houve mudanças no planejamento da prefeitura da semana passada para cá, por que não esclarecer essa situação ainda quando ela surgiu na sexta ? 

Porque a gente não teve tempo hábil para conversar com o pessoal da construtora e porque também tínhamos agendada para ontem (terça) assembleia com os servidores. Seria prematuro a gente fazer qualquer colocação sem ter concretamente como vamos iniciar a obra e sem comunicar os servidores, para a gente possa se organizar. 

A assembleia desta terça foi cancelada por conta da manifestação em frente ao Postão? 

Exatamente, não teve clima. Se criou um caos, um pânico geral, as pessoas ficaram extremamente abaladas psicologicamente, não tinha clima para se fazer uma assembleia, porque nós trataríamos da questão da reforma, mas também sobre as escalas (de trabalho), que estamos fazendo modificações. A Secretaria de Recursos Humanos está avaliando de que forma vamos comunicar os servidores sobre esses assuntos, não está descartado também fazer uma nova assembleia, temos que ver o melhor momento. 

Se haveria uma definição sobre as obras somente após a vistoria da empresa, o que seria passado aos servidores na assembleia?

Nós faríamos a apresentação de como seria o projeto, as plantas, as intervenções que serão feitas. Será aumentada a área da emergência, a área de observação, e será necessário a gente colocar a par dos servidores o que será feito. É uma questão de primeiro avisá-los do que constitui essa obra, para não ter interpretações errôneas a respeito das ações que nós vamos fazer.  

O prefeito Daniel Guerra (PRB) condenou o protesto desta terça, classificando-o como uma invasão criminosa. Essa é a posição da secretaria? 

Na realidade nós temos que investigar, é isso que determinou o prefeito. Investigar para ver o que houve de fato, para apurar responsabilidades, porque houve prejuízo sim. Pessoas tiveram dificuldade, as ambulâncias tiveram dificuldade para sair, remover pacientes para outros hospitais e até para para prestar o socorro porque estava um tumulto nos acessos. Fizeram um abraço, prejudicando o fluxo. A gente tem que apurar para ver as responsabilidades.  

A empresa falava em começar a obra na próxima segunda-feira (8), será possível fazer algo já na próxima semana? 

Como falei, temos que ter esse parecer. A empresa foi hoje lá fazer a visita no local para ver exatamente a complexidade. Eles foram avaliar as estruturas, verificar quais ações serão implementadas. Então, esse laudo vai ser importante para dizer se vai ser necessário o fechamento efetivamente e quando vai ser fechado. Mas foi prematura (a manifestação da empresa), isso gerou um pânico, porque ele (Gerson Schütz, dono da Técnica Construções) entendeu que pegaria o serviço fechado, não entendeu da complexidade que é o nosso atendimento de emergência. Imaginou que não haveria muitos impactos.  

Havendo a necessidade de interromper os atendimentos temporariamente, a prefeitura já tem um planejamento? 

Nós pensamos em todas as alternativas, até nessa hipótese. Já temos planos de contingência que serão colocados em prática. Assim como quando há superlotação, que a gente tem o direcionamento para outros serviços, como a UPA (Zona Norte). Está tudo já planejado na hipótese de ser necessário, vamos comunicar essas ações previamente para que não haja nenhum prejuízo à comunidade. Mas não podemos nos precipitar, vamos aguardar o laudo da Seplan. E o desdobramento a partir daí vamos comunicar através de nota oficial, para evitar novos mal-entendidos. A construtora e nós estamos preocupados em cumprir o prazo. Pretendemos estar no próximo inverno com uma nova UPA, mais moderna e mais capacitada para o atendimento.

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