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Vandalismo03/10/2018 | 16h25Atualizada em 03/10/2018 | 16h25

Capela no Cemitério Municipal I, em Caxias do Sul, é depredada

Espaço onde são realizadas missas foi atacado na madrugada de terça

Capela no Cemitério Municipal I, em Caxias do Sul, é depredada Porthus Junior/Agencia RBS
Vândalos arrancaram cortinas, destruíram móveis e levaram trilhos de alumínios e fiação elétrica Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
RBS TV

Faltando pouco menos de um mês para o Dia de Finados, quando milhares de pessoas visitam os cemitérios para lembrar familiares e amigos que já partiram, as ações de vandalismo e desrespeito ao patrimônio prosseguem em Caxias do Sul. Na madrugada de terça-feira, os funcionários do Cemitério Público Municipal I, no bairro Marechal Floriano, encontraram a capela onde são rezadas as missas danificada. 

Os bandidos arrancaram cortinas para furtar os trilhos de alumínio, cortaram fios elétricos e destruíram móveis. Segundo o padre Leonardo Inácio Pereira, pároco da Igreja São Pelegrino e responsável pelo espaço, essa teria sido a terceira vez que os ladrões atacam a capelinha. 

— Já levaram até as roupas que os padres usam na celebração. Desta vez, foram os trilhos e os fios elétricos. Não sei como vai ser no Finados. Não há como levar o som lá para fora sem os cabos. Talvez tenhamos, até, de reduzir o número de missas. Não consertamos nada ainda. Estamos vendo o que pode ser feito. É muito triste essa situação — diz o padre. 

A administração do cemitério acrescenta ainda que nas últimas três semanas, pelo menos 17 capelas mortuárias também foram quebradas pelos vândalos. O local, que tem cerca de quatro hectares, fica fechado das 18h às 8h e é nesse período da noite que é registrada a maioria das ocorrências. 

— A gente está trabalhando em um canto, eles vão atacar em outro. Não tem como acompanhar in loco tudo o que está acontecendo aqui dentro porque não tem câmera que filme e que poderia ajudar também a identificar os ladrões. Quando observamos algo, vamos atrás, interpelamos as pessoas, pedimos para elas saírem, mas não há muito o que fazer. O cemitério é publico, o acesso é universal para quem quiser visitar — afirma Paulo Staudt, responsável pelo cemitério. 

Além disso, conforme ele, muitas famílias têm cadastro antigo, o que dificulta a localização para alertar sobre as depredações. Das que são avisadas, poucas registram ocorrência. A maioria se sente de mãos atadas e com medo.

Para contornar os furtos, moradores vêm substituindo o que é possível — argolas, placas, portas — por itens que não tenham valor de troca, como alumínio e plástico. Em uma passada pelo local, são vistas alternativas como imagens sacras de acrílico ou pintadas sobre as pedras.

Rondas diárias

A responsabilidade pela segurança é da Guarda Municipal. O diretor Ivo Rauber diz estar ciente do problema e acrescenta que, na última semana, a equipe fez mais um levantamento dos pontos vulneráveis do cemitério para apresentar à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social.

— Fizemos rondas diárias durante o dia no cemitério. A gente sabe que existem usuários de drogas que ficam em volta do cemitério e que provavelmente são eles que pulam o muro em pontos vulneráveis e entram para cometer esses delitos. Vamos intensificar as rondas. O mapeamento, que ficou pronto ontem (terça-feira), será entregue para o secretário de segurança. A ideia é fazermos uma reunião e ver quais as providências que a gente pode tomar — disse Rauber.

A intenção, conforme ele, é retomar um projeto de segurança criado na gestão passada e que não chegou a sair do papel. Entre os pontos necessários estariam melhorar a iluminação e instalar câmeras de vídeo que possam ser acessadas da central de monitoramento da Guarda.

(Cláudia Alessi, RBS TV)

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