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Saúde12/09/2018 | 19h16Atualizada em 12/09/2018 | 19h16

Superlotação faz HG suspender cirurgias eletivas em Caxias do Sul

Hospital está com ocupação máxima nos leitos que recebem os pacientes do pós operatório

Superlotação faz HG suspender cirurgias eletivas em Caxias do Sul Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O Hospital Geral (HG) está com as cirurgias eletivas (não urgentes) suspensas desde o início deste mês. A decisão foi tomada porque os 170 leitos de internação que recebem os pacientes no pós operatório estão com ocupação máxima. Com isso, a instituição não consegue dar vazão aos pacientes que estão em unidades de urgência. É para priorizar o atendimento a esses usuários que a medida foi adotada, de acordo com a direção do hospital. Procedimentos oncológicos e de urgência, como cirurgias cardíacas, permanecem sendo realizados. Assim como as cirurgias ambulatoriais, que não necessitam de internação. Os atendimentos de emergência no Pronto-Socorro (PS), para pacientes levados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os casos judiciais também continuam.

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A medida vale para as 49 cidades da região que tem o HG como referência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as áreas em que foram suspensas as cirurgias estão desde a cardíaca não urgente, até ginecológica, pediátrica, toráxica, oftalmológica. Em maior número, a abdominal e vascular.

— Parte significativa (dos eletivos) termina sua recuperação em leitos de enfermaria. E são esses leitos que, quando lotados, impedem o giro de pacientes a partir das unidades críticas — explicou o diretor técnico do HG, Alexandre Avino.

Um dos exemplos da superlotação está no PS que tem 115% de ocupação e onde os pacientes aguardam vagas em UTI. É lá, também, sentados em poltronas, que usuários esperam avaliações para cirurgias que, provavelmente, precisem de leitos. A sala para atendimento de pacientes em parada cardíaca que era para duas pessoas, já chegou a ter quatro. 

— Isso é um abuso para estrutura hospilar e para as equipes assistenciais. Temos corpo clínico, enfermagem, serviços de suporte sobrecarregados. O sistema é subdimensionado. Existe uma série de problemas que precisam ser resolvidos. Enquanto isso, temos que tomar decisões. Precisamos resguardar o atendimento digno e com qualidade para o paciente que precisa de emergência — ponderou Avino se referindo a não resolutividade da rede básica e de atenção secundária, como Postão e UPA.

Não há informação de quantos procedimentos deixaram de ser feitos nesses seis dias (contam apenas os dias úteis). Em média, o HG realiza entre 540 e 590 procedimentos por mês. Destes, cerca de 300 estão entre os que serão postergados. Os usuários terão os procedimentos remarcados pelo hospital. A expectativa é que isso ocorra nos próximos dias.

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