Memória: Freis Capuchinhos no Seminário Nossa Senhora Aparecida em 1939 - Cidades - Pioneiro

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Caxias antiga18/09/2018 | 07h30Atualizada em 18/09/2018 | 07h30

Memória: Freis Capuchinhos no Seminário Nossa Senhora Aparecida em 1939

Religiosos foram os responsáveis pela formação dos seminaristas de 1939 a 1953

Memória: Freis Capuchinhos no Seminário Nossa Senhora Aparecida em 1939 Atelier Calegari / Museu dos Capuchinhos, divulgação/Museu dos Capuchinhos, divulgação
Os freis, o bispo e os seminaristas em 1939: frei Timóteo, um visitador apóstólico, Dom José Barea e os freis Pacífico, Modesto e Conrado Zulian Foto: Atelier Calegari / Museu dos Capuchinhos, divulgação / Museu dos Capuchinhos, divulgação

A recente notícia de que o Seminário Nossa Senhora Aparecida não formará mais jovens para a vida religiosa, publicada no início de agosto pelo Pioneiro, acabou omitindo uma informação que a coluna resgata hoje: a participação fundamental dos freis capuchinhos nos primeiros tempos do espaço, inaugurado em 19 de março de 1939.

Conforme informações disponibilizadas pelo frei capuchinho Celso Bordignon, logo após Dom José Barea assumir como primeiro bispo da Diocese de Caxias do Sul, em 11 de fevereiro de 1936, ele confiou aos capuchinhos a direção do então Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida — o termo menor indica que somente adolescentes com menos de 18 anos poderiam ser aceitos ali.

— A condição para os capuchinhos aceitarem atuar como professores no Seminário Diocesano foi a de que pudessem construir um convento em Caxias do Sul — comenta Celso.

Assim foi feito, com a construção autorizada em 28 de maio de 1937, tendo Nossa Senhora Imaculada Conceição como a titular. As obras do Convento Imaculada Conceição  tiveram início em 4 de setembro de 1939 e resultaram no majestoso prédio da Rua General Sampaio, ao lado da Igreja dos Capuchinos — que posteriormente foi aumentado com a chegada do jornal Correio Riograndense, da Editora São Miguel e da Rádio São Francisco.

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Freis e seminaristas em 1940: Henrique Castagnaro, Albino Aresi, Fidélis, Cipriano, Romualdo, Cláudio Mocelini, Nicolau Lucian, Adelar Vicenzi e João Batista RoncatoFoto: Studio Geremia / Museu dos Capuchinhos, divulgação

O início da formação

Frei Pacífico de Bellevaux foi o primeiro capuchinho a se fixar em Caxias, em 21 de junho de 1937. Após se instalar em uma casa na Avenida Itália, que passou a acolher os demais freis que chegaram na sequência, ele assumiu atividades pastorais em colégios e a pregação em retiros e novenas, além de acompanhar o bispo Dom José Barea nas visitas às paróquias da então nova Diocese, criada em 8 de setembro de 1934.  

Todo esse trabalho missionário resultou na construção de uma Domus Formativa — mais tarde a sede da Província e Casa Provincial — e na assinatura de um contrato entre o bispo e os capuchinhos. Ele foi firmado para que os freis assumissem a direção do Seminário, com o compromisso de fornecer professores pelo período de 10 anos.

Assim foi: em março de 1939, frei Pacífico assumiu a direção do Seminário Menor de Caxias, onde os capuchinhos permaneceram por 14 anos, até meados de 1953. Na imagem que abre a matéria, frei Pacífico (terceiro à direita) aparece junto a Frei Timóteo (E), a um visitador apostólico, ao bispo Dom José Barea e aos freis Modesto de Naves e Conrado Zulian (à direita).

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Os freis em 1950: Adelar Vicenzi, Cipriano Stangherlin, Romualdo Mulinari e Claudio Mocelini (sentados). Em pé, Gabriel, Henrique, Albino, Basílio Miotti e Fidélis DalcinFoto: Studio Geremia / Museu dos Capuchinhos, divulgação

O Muscap 

A trajetória dos freis pode ser conferida no Museu dos Capuchinhos (Muscap), inaugurado em 2000. O espaço, sob a direção do frei Celso Bordignon, é responsável pelos registros e pela conservação de todo o material referente aos 120 anos da presença da congregação no Rio Grande do Sul. 

Além de manter uma biblioteca e um vasto acervo documental e museológico, a instituição promove exposições e projetos educativos, buscando aproximar-se cada vez mais da comunidade. Saiba mais pelo www.capuchinhos.org.br ou na Rua General Mallet, 33 A, bairro Rio Branco, fone (54) 3220.9565.

São do acervo do Muscap as três imagens abaixo, gentilmente cedidas para a coluna.

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O Seminário Nossa Senhora Aparecida recém-construído, em 1939 Foto: Studio Geremia / Museu dos Capuchinhos, divulgação
O frei capuchinho Antonio Ferreto defronte ao Seminário Nossa Senhora Aparecida, onde era professorFoto: Museu dos Capuchinhos / divulgação
Os freis capuchinhos e os alunos no auditório do Seminário Nossa Senhora Aparecida em meados dos anos 1940Foto: Studio Geremia / Museu dos Capuchinhos, divulgação

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