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Caxias antiga20/09/2018 | 07h30Atualizada em 20/09/2018 | 07h30

Memória: Família Motter celebra as origens em Caravaggio da Terceira Légua

Encontro ocorreu nos dias 7 e 8 de setembro e recordou de uma história iniciada em 1879

Memória: Família Motter celebra as origens em Caravaggio da Terceira Légua acervo de família / divulgação/divulgação
Luigi e Vitoria Motter (sentados aos centro) com os 13 filhos Foto: acervo de família / divulgação / divulgação

Berço da família Motter na região, a comunidade de Caravaggio da Terceira Légua sediou nos 7 e 8 de setembro o quarto encontro dos descendentes de Luigi Motter e Vitória Iob Motter. Além de missa e almoço festivo, a celebração marcou o lançamento do livro Família Motter e seus Descendentes - Genealogia de Valentino Filho Motter. Escrita e elaborada por Tranquilino Moacir Basso Motter, a publicação traz um detalhado resgate histórico, além de reproduzir documentos e fotos dos 3.424 descendentes.

Toda essa história teve início quando Valentino e a esposa, Giuditta Angeli Motter, juntamente com os filhos, Domenica, Estáquio, Damiano e Guerino partiram da comuna italiana de Tenna, na província de Trento, rumo ao Brasil, em 1879 — o filho Luigi nasceu no navio. 

Conforme informações disponibilizadas pela família, após três meses de viagem, a família chegou em Porto Alegre em 17 de janeiro de 1880, dirigindo-se na sequência ao porto de São Sebastião do Caí. De lá, os Motter deslocaram-se a pé, atrás de carretas e mulas conduzidas por tropeiros, até a localidade de Caravaggio da Terceira Légua. Foi onde receberam as terras, ferramentas e sementes para iniciar o plantio e garantir o sustento da prole.

De todos os filhos, o caçula Luigi Motter foi o único que permaneceu e formou família na localidade. Ele casou-se com Vitória Iob, com quem teve 13 descendentes: Maria, Valentin, João, Remigio, Judith, Luiz, Josephina, Frei Gilberto, Guerino, Nair, Adelino, Olga e Orestes, conforme vemos na foto acima. Já os irmãos mais velhos de Luigi, em busca de melhores condições de vida, acabaram migrando para outras localidades do Estado, como Aratiba, Três Arroios e Nova Palmira.

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A antiga igreja de Caravaggio da Terceira Légua em uma dia de festa Foto: Acervo de família / divulgação

A devoção

Na região de onde saíram os pioneiros Valentino e Giuditta havia uma devoção muito grande a Nossa Senhora de Caravaggio. Logicamente, toda essa forte religiosidade foi trazida na bagagem. Juntamente com os demais imigrantes, os Motter denominaram a localidade das novas terras de Caravaggio, construindo  uma pequena igreja, onde se encontravam aos domingos para celebrar e rezar (foto acima).

Viticultura e alfaiataria

A família de Luigi dedicou-se basicamente à viticultura. Porém, alguns de seus filhos, após o casamento, rumaram para a cidade, dedicando-se ao ramo da alfaiataria.

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Encontro reuniu cerca de 400 descendentes nos dias 7 e 8 de setembroFoto: acervo de família / divulgação

O encontro

A programação de 7 e 8 de setembro teve missa de Ação de Graças celebrada pelo frei Jaime Bettega e pelo arcebispo de Pelotas, Dom Jacinto Bergmann. O encontro contou com cerca de 400 descendentes, vindos de estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Rio Grande do Sul. 

Estavam presentes também quatro italianos da família Motter, oriundos da Comune de Tenna, em Trento. Exatamente de onde os pioneiros migraram, há 139 anos.

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Você possui fotos antigas de família ou está organizando algum encontro de descendentes? Envie as imagens em alta resolução, acompanhadas de um breve histórico, para o e-mail rodrigolopes33@gmail.com.

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