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Caxias antiga28/09/2018 | 07h30Atualizada em 28/09/2018 | 07h30

Memória: Aula pública sobre a Maesa ocorre neste sábado

Encontro será no Instituto Cultural Taru, a partir das 16h

Memória: Aula pública sobre a Maesa ocorre neste sábado José Dallabilia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Maesa a todo vapor: a seção de fundição na Fábrica 2, em dezembro de 1951 Foto: José Dallabilia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O complexo histórico da Maesa volta ao centro das atenções neste sábado. Será durante a aula pública promovida pelo coletivo Abrace a Maesa, às 16h, no Instituto Cultural Taru. A atividade dialoga com as perspectivas de sua efetiva ocupação pela comunidade. Busca também alertar para a importância da manutenção e preservação do maior patrimônio histórico edificado da cidade, que neste ano completa 70 anos. A chamada Fábrica 2 da Metalúrgica Abramo Eberle começou a tomar forma em 1948, quando o prédio da Sinimbu já não comportava mais todas as demandas de produção.

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Conforme os organizadores, as aulas públicas concebidas pelo coletivo Abrace a Maesa buscam informar e conscientizar a população sobre o prédio e sua condição de patrimônio histórico municipal a ser efetivamente tomado por atividades e equipamentos de lazer e cultura – conforme acordo estabelecido entre o Estado e o Município por ocasião de transferência do prédio, via Lei 14.617, de 8 de dezembro de 2014.

– Desde lá, muito se debateu sobre o destino da Maesa, mas efetivamente pouco se fez, uma vez que a empresa Voges ainda opera no espaço e a prefeitura municipal afirma o impasse da ocupação diante da presença da empresa no prédio — avalia o jornalista Carlinhos Santos, um dos integrantes do coletivo, ao lado da também jornalista Rachel Zílio e do fotógrafo Maurício Concatto.

Assim, a proposta fundamental do Abrace a Maesa é manter o tema em constante debate, mobilizando a população, ONGs, coletivos e poderes Legislativo e Executivo. Além das aulas públicas, já foram realizadas diversas atividades culturais na Rua Plácido de Castro, em frente ao prédio. Entre as mais representativas figuraram o abraço coletivo de 20 de maio e a série de apresentações artísiticas ocorridas em 8 de julho, durante o Abrace a Maesa de São João.

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Trabalhadores na fundição da Maesa por volta de 1951Foto: José Dallabilia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os painelistas

Participam da programação deste sábado arquitetos, historiadores, designers e defensores do patrimônio histórico, além do titular desta coluna. Confira:

:: Silvia Scapin Nunes: arquiteta e urbanista. Atua de forma colaborativa em projetos relacionados ao Patrimônio Cultural e ao Meio Ambiente. É presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) na Serra Gaúcha.

:: Roberto Nascimento: historiador e Chefe da Casa Civil Adjuntoem 2014, ano da doação da Maesa pelo Estado do RS.

:: Tiago Fiamenghi: designer, idealizador do movimento Limpa Caxias e cofundador do Vivacidade Lab de Ativações Urbanas.

::  Luiza Iotti: Mestre e Doutora em História pela PUC/RS. Atua como docente no Curso de História e no Programa de Mestrado em História e é representante da UCS na Comissão Especial de Ocupação da Maesa criada pela Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul.

Trabalhadores na fundição da Maesa por volta de 1951Foto: José Dallabilia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Agende-se

:: O que: aula pública sobre a Maesa

:: Quando: neste sábado, às 16h

:: Onde: Instituto Cultural Taru, junto ao Café Irene no Céu (Rua La Salle, 933, bairro São Pelegrino)

:: Quanto: atividade tem entrada franca e é uma iniciativa do Coletivo Abrace a Maesa, Instituto Taru, com apoio do Vivacidade Lab de Ativações Urbanas

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