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Patrimônio06/08/2018 | 08h30Atualizada em 06/08/2018 | 08h30

Prefeitura garante manutenção emergencial no complexo da Maesa, em Caxias

Jardim interno será roçado, mas reparo de telhados pode depender de licitação

Prefeitura garante manutenção emergencial no complexo da Maesa, em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Na última semana, em visita ao complexo da antiga Metalúrgica Abramo Eberle S.A. (Maesa), integrantes do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias e da Frente Parlamentar A Maesa É Nossa, da Câmara de Vereadores, criticaram novamente o estado de abandono do local, tópico já abordado em vistoria anterior. 

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Conforme o secretário da Cultura de Caxias, Joelmir da Silva Neto, a prefeitura já solicitou à roçada da praça interna da Maesa junto à Codeca, mas os trabalhos atrasaram devido às chuvas recentes.

— O cronograma está um pouco atrasado, até pela volta das aulas, que é quando a Codeca faz a manutenção do entorno das escolas, mas isso está agendado — garante.

O conserto de calhas e telhados, porém, é mais complexo e pode demandar um processo licitatório. Ao mesmo tempo, a intervenção é necessária com urgência para não ampliar a deterioração da estrutura. 

— A expectativa era aguardar a saída da empresa para uma intervenção integral, o que não ocorreu. Como a empresa não está saindo, a gente não pode deixar a situação agravar. Estamos na fase de orçamento, para ver se pode ser feito por dispensa de licitação ou não. É questão de telhado, de calha, mas como é muito grande ainda não temos dimensão do valor. O que tem de mais histórico ali é a madeira, queremos evitar que isso tenha que ser substituído — explica. 

De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o município, a empresa Voges deveria sair da Maesa até 31 de julho, o que não ocorreu. A companhia solicitou novo prazo até o final de outubro de 2019, que foi recusado pela prefeitura. A nova data será definida pela Justiça. 

Para o secretário, a desocupação total da área é necessária para que a prefeitura possa finalizar o estudo de ocupação. Mesmo com a recente retirada de resíduos industriais e a liberação de mais um pavilhão, ele lamenta a postura da Voges.

— Essa etapa que foi entregue deveria ter sido feita no fim de 2017. Então, não fizeram mais que a obrigação. Nós gostaríamos de ver esse cronograma cumprido. O município tem 100% da área. Esperamos que a Justiça entenda isso o quanto antes para que possamos executar o levantamento cadastral — aponta. 

Neto afirma que, em breve, a prefeitura vai informar à comunidade os próximos passos da ocupação, detalhando as etapas que precisam ser vencidas pelo município. Para este ano, está prevista a transferência da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social para uma das alas do prédio.

Uma audiência pública sobre a ocupação do complexo foi marcada pela Frente Parlamentar A Maesa É Nossa para o dia 23 de agosto, na Escola Emílio Meyer. O secretário da Cultura ainda não sabe se o município participará da reunião. 

— A gente não foi convidado, então vai aguardar. Eu confesso que não entendo muito o trabalho dessa frente parlamentar. Ao mesmo tempo em que realiza atos na Maesa, aplaude o fato de a empresa não estar desocupando o imóvel e não ter prazo definido. Fica meio contraditório — critica.

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