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Caxias antiga02/08/2018 | 13h15Atualizada em 04/08/2018 | 14h10

Memória: Cantina Antunes em rótulos e receitas

Desenhos e rótulos eram criados pelo casal Jandira e Armando Antunes, conforme lembrou a filha Nilza

Memória: Cantina Antunes em rótulos e receitas Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação/divulgação
Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação / divulgação

Rótulos de bebidas são souvenires guardados como verdadeiros tesouros por colecionadores e apaixonados por história – e vinhos, lógico. Dezenas deles, integrantes da Linha Vinhos Imperial, da Cantina Antunes, compõem o acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. Estão lá, por exemplo, os rótulos originais do Conhaque Imperial, do Imperial Grande Vinho, do Quinado e do Vermute Imperial, todos reproduzidos nesta página. 

Leia mais:
Nos tempos da Cantina Antunes
A Quinta São Luiz e o Quinta Estação
Imigração portuguesa: Tanoaria São Martinho em 1948   

Conforme informações contidas na publicação Mirante: Cantina Antunes, editada em 1999 pela Secretaria Municipal de Cultura, cabia à esposa de Armando Antunes, Jandira Neves Antunes, auxiliar na idealização e confecção dos rótulos.

Em depoimento ao Banco de Memória do Arquivo Histórico Municipal, a filha Nilza Maria Antunes detalhou o processo:

"Os desenhos, os rótulos todos, ela não tinha jeito para desenhar, mas ela tinha as ideias, então ela ia dando as ideias pro pai, e o pai ía fazendo os desenhos dos rótulos. E depois dali, então, mandavam para uma tipografia, ou seja lá o que for, para acertar as coisas direitinho. Vinha a amostra, se tava de acordo como queria, faziam, senão reformavam".

Parte desses rótulos, além de garrafas e outros apetrechos históricos, também compõe o espaço dedicado à memória da antiga Cantina Antunes, na entrada do Centro de Cultura Henrique Ordovás Filho – única construção preservada do lendário complexo da vinícola.

Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Delícias vintage

O antigo catálogo enviado pelo leitor Antonio Gavioli, mencionado na coluna desta quarta, traz cerca de 30 receitas preparadas à base das bebidas da linha Imperial. Reproduzimos abaixo três delas, com as grafias e o modo de preparar originais da década de 1930.

Leia mais:
Cantina Antunes: uma carta e um catálogo
Capela da Cantina Antunes em 1944
Escola da Vinícola Luiz Antunes em 1943
Ruínas da Cantina Antunes nos anos 1980
Demolição da Vinícola Mosele em 1981
Lembranças da Vinícola Mosele  
Rua Tronca em 1958 

Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Receitas de outrora

Cocktail Royal Imperial

:: 1 parte Vermute Seco Imperial
:: 1 cálice vinho "1865-1935"
:: 1 parte Gin
:: 1 parte Licor Maraschino
:: 1 colher (chá) Licor de Kirsh
:: Gelo, bater bem, servir com uma fatia de maçã  

Morning Glory Fizz

:: 1 cálice whisky
:: 1 cálice "Cognac Soberano"
:: 1/2 cálice Absintho
:: 1 cálice Licor Curaçao
:: 1 cálice suco de limão
:: Gotas Bitter Angostura
:: Gelo, bater bem, servir em copo de limonada, com sifão

Porto Tropical
:: 2 cálices vinho Conde D’Eu
:: 1/2 cálice Licor Maraschino
:: 1/2 cálice Licor Curaçao
:: 1 colher (chá) açúcar
:: Gelo picado, bater bem, servir com sifão e pedaços de frutas (laranja, abacaxi, maçã)

Ícones

Entre as bebidas engarrafadas pela Antunes estavam ainda os claretes seco e doce, os vinagres branco e tinto e a famosa Bagaceira Imperial. 

O Memorial Cantina Antunes, no Centro de Cultura Henrique Ordovás FilhoFoto: Rodrigo Lopes / especial
O Memorial Cantina Antunes, no Centro de Cultura Henrique Ordovás FilhoFoto: Rodrigo Lopes / especial

Parceria

Parte das informações desta coluna foi reproduzida da publicação Mirante: Cantina Antunes, editada em 1999 pela Secretaria Municipal da Cultura.

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