UBS Cruzeiro, em Caxias do Sul, vai ficar sem clínico geral a partir de segunda-feira - Cidades - Pioneiro

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Saúde07/07/2018 | 08h00Atualizada em 07/07/2018 | 11h11

UBS Cruzeiro, em Caxias do Sul, vai ficar sem clínico geral a partir de segunda-feira

Um dos dois médicos já estava afastado devido a uma licença, o outro entrará em férias

UBS Cruzeiro, em Caxias do Sul, vai ficar sem clínico geral a partir de segunda-feira Diogo Sallaberry/Agencia RBS
O aposentado Armindo Forlim, 70 anos, é um dos pacientes que utiliza periodicamente os serviços da unidade e teme a falta de médico Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Os cerca de 22 mil usuários da unidade básica de saúde (UBS) Cruzeiro, em Caxias do Sul, terão de ir mais um pouco mais longe se precisarem consultar um clínico geral a partir de segunda-feira. É que o único médico que atende, atualmente, no local entrará em férias. Segundo o gerente da UBS, Rodrigo Moraes, os pacientes continuarão sendo recebidos, mas serão encaminhados para outras unidades ou para o Pronto-Atendimento 24 Horas, o Postão.

A notícia desagradou a quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem a unidade como referência, como o aposentado Armindo Forlim, 70 anos. Ele é hipertenso e vai à UBS pelo menos uma vez por mês em função da medicação:

— Na hora do voto prometem saúde, educação... mas, depois, esquecem. A saúde em primeiro lugar — reclama o aposentado.

No caso de seu Armindo, ter o posto perto de casa é uma facilidade. Se tiver de se deslocar da UBS até o Postão, terá de percorrer cerca de cinco quilômetros, o equivalente a 15 minutos de carro. Mas, se o paciente depender de ônibus, como o aposentado, o trajeto levará em torno de meia-hora.

Além do bairro Cruzeiro, a UBS é referência para moradores do Belvedere, De Zorzi, Diamantino, parte do Vila Leon e do Petrópolis e a localidade de São Luiz da 6ª Légua, onde mora o também aposentado João Antenor da Silva, 70.

— Aqui tem de ter médico — diz seu João, apreensivo.

Para o coordenador da associação de moradores do bairro (Amob) Cruzeiro, Nelson Acioly Vieira Filho, manter o número inicial de médicos previsto (dois) seria dever do poder público:

— Na verdade, dois já é o mínimo. Mas aqui só tem um e, agora, nenhum. Vamos ficar com uma população desse tamanho sem atendimento? Aí, chega um idoso, nesse inverno rigoroso, vai mandar ele para o plantão? Como, se lá está sempre superlotado? A pessoa já está sensibilizada pelo fato de estar doente e, no momento em que ela mais precisa de atenção, é largada lá no plantão para ficar quantas horas esperando?

O gerente da UBS explica que pediu à prefeitura a substituição do profissional que está em licença-prêmio desde o início de maio deste ano, porque, na sequência, ele irá se aposentar, ou seja, não voltará a atividade, abrindo uma vaga. Segundo Moraes, a prefeitura teria acenado com a destinação de um profissional. O problema é conseguir um médico que queira assumir a vaga.

— A vaga está aberta e ele pode ser substituído a qualquer momento. Só que não tem médico — diz.

A chance de conseguir um clínico está nos concursados se apresentarem e um deles aceitar trabalhar no Cruzeiro. Mesmo assim, dependerá do tempo de tramitação do processo de contratação. No caso de profissionais em férias, o gestor diz que não é prevista a substituição.

26 pessoas deixam de ser atendidas ao dia

Com a falta do médico na UBS Cruzeiro, 26 pessoas deixarão de ser atendidas por dia no local. O quantitativo leva em consideração o número de pacientes assistidos pelo clínico atual diariamente, de segunda a sexta-feira, na unidade.

A orientação é para que os pacientes continuem procurando a unidade. 

Os casos de urgência serão encaminhados para o Postão ou para Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Zona Norte. Os demais, não urgentes, ou serão destinados para a unidades Planalto e Cristo Redentor ou, se puderem aguardar, serão agendados para quando o médico da unidade Cruzeiro voltar das férias, 15 dias a contar da segunda-feira. 

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